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Queda de míssil deixa 30 mortos no norte da Síria

3 jun 2013
14h13
atualizado às 14h17

Trinta pessoas, a maioria mulheres e crianças, morreram na queda de um míssil Scud na cidade de Kafrhamra, na província de Aleppo, denunciaram nesta segunda-feira grupos de ativistas sírios.

O representante da rede Sham em Aleppo, Mayed Abdel Nour, disse à Agência Efe por telefone que o número de vítimas sobre para 32 mortos e 200 feridos, alguns dos quais foram transferidos à Turquia e outros atendidos nos hospitais de campanha da zona.

Outros grupos, como a Comissão Geral da Revolução Síria e o Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmaram por enquanto 31 e 26 falecidos, respectivamente.

Abdel Nour explicou que o ataque, feito da base Al Qatifa, foi perpetrado depois que os rebeldes conseguiram repelir a tentativa das tropas governamentais de avançar nos subúrbios de Aleppo.

Uma das frentes em que o rebelde Exército Livre Sírio (ELS) conseguiu frear as forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, foi Kafrhamra, controlada pelos rebeldes.

Segundo o ativista da rede Sham, quando as tropas governamentais foram retiradas dessa cidade, foram disparados dois mísseis Scud contra áreas que estão nas mãos da insurgência.

Um dos mísseis caiu na zona rural e não deixou vítimas, mas o segundo caiu em um bairro muito povoado de Kafrhamra, perto da mesquita principal da cidade, acrescentou Abdel Nour.

De acordo com os dados da Comissão Geral da Revolução Síria, entre os mortos no ataque há 11 menores e dez mulheres, já que o bombardeio destruiu seis casas.

Tanto a Comissão como a rede Sham falam em um míssil Scud, enquanto o Observatório faz alusão em sua nota a um lançamento terra-terra.

Cada vez com mais frequência os opositores denunciam o lançamento de mísseis Scud por parte do regime de Assad, na maioria dirigidos contra as regiões do norte do país controladas pelos rebeldes.

Em 29 de março, os ativistas informaram sobre a morte de cerca de 20 pessoas na queda de um Scud na cidade de Haritan, também em Aleppo.

EFE   
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