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Presidente venezuelano defende retorno do Paraguai ao Mercosul

23 abr 2013
20h46
atualizado às 20h57
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que conversou por telefone com o presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, e manifestou seu desejo de "retomar o ritmo das relações comerciais, diplomáticas, políticas" com esse país, que "faz falta" no Mercosul e na Unasul.

"Ratificamos nosso desejo de retomar o ritmo de relações econômicas, comerciais, diplomáticas, políticas, culturais", disse Maduro, durante uma reunião com governadores, transmitida pela emissora oficial VTV.

"Nós lhe desejamos sorte como novo presidente do Paraguai e esperamos sejam superadas as circunstâncias que levaram à suspensão do Paraguai no Mercosul e na Unasul e tenhamos o Paraguai no Mercosul e na Unasul, porque faz falta, porque são nossos irmãos sul-americanos", completou Maduro.

Paraguai e Venezuela interromperam relações diplomáticas após a destituição de Fernando Lugo. Maduro, então chanceler, foi acusado por Assunção de "grave intervenção" na crise política.

Nomeação 
Maduro designou o deputado Calixto Ortega como o encarregado de Negócios nos Estados Unidos para "aumentar o diálogo" com vários setores desse país, depois que Washington desmentiu sanções contra Caracas. "Há tempos, vinha-se avaliando a nomeação de um novo encarregado de Negócios em nossa embaixada em Washington e, efetivamente, decidi nomear o deputado Calixto Ortega (...) para que aumente o diálogo com a sociedade americana (...) com o Congresso, senadores", informou Maduro.

Ortega substituirá Angelo Rivero, no cargo desde 2008. O presidente fez o anúncio depois que o porta-voz do Departamento de Estado Patrick Ventrell negou que os Estados Unidos estejam estudando sanções contra Venezuela, após a eleição de 14 de abril, na qual Maduro foi eleito. Washington ainda não reconheceu o resultado da eleição na Venezuela.

"Não estou a par de nenhuma gestão particular em termos de sanções contra a Venezuela neste momento", disse Ventrell, em entrevista coletiva.

Na segunda-feira, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, ameaçou com represálias "na ordem comercial, energética, econômico e político" contra os Estados Unidos, depois que a encarregada para a América Latina do Departamento de Estado, Roberta Jacobson, insistiu na necessidade de uma recontagem de votos.

Nessa entrevista à rede CNN, no domingo, Jacobson afirmou: "Não podemos dizer se vamos implementar sanções, ou se não vamos implementar sanções".

Já na segunda-feira, Maduro declarou que seu país recebia bem o "importante esclarecimento" dado por Ventrell. "Se a declaração do porta-voz do Departamento de Estado pode ser tomada como uma posição oficial dos Estados Unidos, nós recebemos positivamente essa declaração", frisou.

Caracas e Washington têm mantido uma delicada relação diplomática desde que Chávez chegou ao poder em 1999, e desde 2010 não têm embaixadores. Apesar disso, os EUA continuam a ser o principal cliente do petróleo venezuelano, com a compra de 900 mil barris por dia.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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