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Palestinos plantam oliveiras no Dia da Terra

30 mar 2013
16h31
atualizado às 17h19
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Árabes-israelenses e palestinos de Gaza e Cisjordânia celebraram neste sábado o 27º Dia da Terra, a marcha anual que lembra a morte de seis manifestantes por policiais israelenses em 1976 durante um protesto contra o confisco de terras por Israel.

Manifestante exibe bandeira palestina durante protesto no sul da Faixa de Gaza
Manifestante exibe bandeira palestina durante protesto no sul da Faixa de Gaza
Foto: Reuters

A principal manifestação foi realizada em Sakhnin, cidade árabe do norte de Israel onde está situado o memorial aos seis manifestantes. Milhares de pessoas agitavam bandeiras palestinas, constatou a AFP.

Cerca de mil manifestantes participaram de uma passeata em Shoket, na região do Neguev (sul de Israel), manifestando seu apoio a um Estado palestino e em solidariedade aos prisioneiros palestinos detidos em Israel.

Denunciaram também um recente plano do governo israelense de Benjamin Netanyahu, que tem como objetivo sedentarizar dezenas de beduínos do deserto do Neguev, e acusaram Israel de se apropriar das terras beduínas.

Os árabes-israelenses, ou palestinos de Israel, uma minoria de 1,4 milhão de pessoas de uma população total de 7,9 milhões, descendem dos 160.000 palestinos que ficaram em suas terras depois da criação do Estado de Israel, em 1948.

Na Cisjordânia, eclodiram confrontos no posto de controle de Kalandia, na entrada de Jerusalém, entre jovens palestinos e o Exército israelense, assim como em Belém, Qalqiliya (norte) e perto de Hebron, constatou a AFP.

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, plantou simbolicamente oliveiras no lugar de um projeto de colônia israelense, chamado de "E1", próximo a Jerusalém, que unirá a colônia israelense de Maale Adumin aos bairros de colonização judaica de Jerusalém Oriental, e dividirá a Cisjordânia em duas, comprometendo a viabilidade de um Estado palestino.

"A presença de nosso povo em cada rincão de nossa terra ficará tão profundamente arraigada como as oliveiras", afirmou Fayyad. A polícia israelense dispersou essa manifestação e confiscou as oliveiras, indicou Louba Samri, uma porta-voz da polícia.

Em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada, no Monte das Oliveiras um enorme grupo de palestinos plantou árvores em um terreno que pertence a uma família palestina, mas, segundo Samri, três pessoas foram detidas por terem entrado em um terreno de propriedade do Estado.

A presença militar e policial em Jerusalém e na Cisjordânia foi drasticamente reforçada na sexta-feira "depois de informações de que grupos palestinos estavam preparados para participar de manifestações violentas".

Como em todos os anos, houve incidentes na Faixa de Gaza.

Em Rafah, no extremo sul do enclave palestino, próximo à fronteira com Israel, cerca de 500 palestinos protestaram, alguns jogando pedras contra soldados palestinos, que responderam com disparos, segundo testemunhas.

"Dezenas de palestinos iniciaram distúrbios perto da barreira de segurança do sul da Faixa de Gaza, jogando pedras nos soldados" israelenses, indicou à AFP uma porta-voz do Exército. "Segundo as primeiras informações, um manifestante ficou levemente ferido", acrescentou.

Também houve atos palestinos em Beit Lahiya (norte) e em Khan Yunes (sul).

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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