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Netanyahu diz a árabes israelenses que “lamenta” comentário em comício pré-eleição

23 mar 2015
17h11
atualizado às 17h11
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira que lamenta ter ofendido os árabes israelenses com comentários feitos durante um comício no dia da eleição da semana passada que seus críticos afirmam terem sido racistas.

Premiê israelense Benjamin Netanyahu comemora vitória em eleição. 18/03/2015.
Premiê israelense Benjamin Netanyahu comemora vitória em eleição. 18/03/2015.
Foto: Amir Cohen / Reuters

Em um vídeo publicado em sua página do Facebook, Netanyahu declarou aos representantes da comunidade árabe de Israel: “Sei que as coisas que eu disse alguns dias atrás ofenderam os árabes de Israel. Não queria que isso acontecesse, lamento”.

Temendo que seus eleitores ficassem em casa, Netanyahu, que surpreendeu vencendo a eleição de terça-feira passada e deve formar um novo governo, acusou organizações de esquerda de levar árabes israelenses "em massa" às urnas para votar contra ele.

“A regra de direito está ameaçada”, afirmou na ocasião.

Falando a um grupo de árabes israelenses em sua residência oficial em Jerusalém nesta segunda-feira, Netanyahu disse: “Considero-me o primeiro-ministro de cada um de vocês, de todos os cidadãos de Israel, independentemente de religião, raça ou gênero”.

Embora tenha sido recebido calorosamente pelos presentes, seus comentários foram repudiados por Ayman Odeh, líder da Lista Árabe Conjunta, que obteve 13 assentos no pleito recente e se tornou a terceira maior força do Parlamento.

“Não aceitamos estas desculpas. Foi dada a um grupo de anciãos, e não à liderança eleita dos árabes de Israel... quero ver ações, como ele irá manifestar estas desculpas?.... irá promover a igualdade?”, questionou Odeh na rede de televisão Channel 10 de Israel.

Os árabes israelenses representam 20 por cento da população de oito milhões de habitantes do país. Eles são descendentes dos moradores que fizeram pé firme durante a guerra de fundação do Estado judeu em 1948, na qual centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram obrigados a abandonar suas casas, indo parar na Jordânia, no Líbano e na Síria, assim como na Cisjordânia ocupada, na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental.

(Por Ori Lewis)

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