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Netanyahu deve vencer eleição israelense, mas perde apoio

18 jan 2013
09h04
atualizado às 09h36
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Quatro dias antes da eleição parlamentar de Israel, pesquisas de intenção de voto publicadas nesta sexta-feira mostraram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda deve ganhar, apesar da queda no apoio para o menor nível na campanha até agora.

Pesquisas mostram que primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deve ser reeleito
Pesquisas mostram que primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deve ser reeleito
Foto: Ammar Awad / Reuters

Duas pesquisas mostraram os bloco de direita e religioso de Israel ganhando uma pequena maioria no Parlamento, com 63 dos 120 assentos, com a coalizão de Netanyahu, a Likud-Beiteinu, a caminho de se tornar o maior partido no Knesset.

As pesquisas nos jornais Haaretz e Yedioth Ahronoth mostraram o partido Likud, de Netanyahu, ganhando 32 lugares, a pior previsão até agora, e cerca de 10 cadeiras a menos do que o Likud e o Yisrael Beiteinu conseguiram em 2009, quando disputaram as eleições separadamente. Cerca de 15 por cento dos eleitores continuavam indecisos, segundo o Yedioth.

Um desempenho relativamente fraco nas urnas para Netanyahu tornaria-o mais suscetível às demandas de seus parceiros de coalizão, pequenos partidos de direita e religiosos, nos quais seu governo teria de se apoiar para sobreviver.

Netanyahu também pode enfrentar mais pressão do exterior, com a crescente condenação internacional sobre a expansão dos assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental -- terra que os palestinos querem para um Estado, junto com a Faixa de Gaza.

"O mundo inteiro vai olhar para apenas uma coisa depois da eleição, se o partido do governo encolheu ou cresceu. Se crescermos, isso nos dará a força para enfrentar as pressões", disse Netanyahu ao jornal Maariv, na sexta-feira.

"Os dias de tratores arrancando judeus estão atrás de nós, e não à frente de nós", disse o premiê, claramente preocupado com a sua recente queda nas pesquisas. "Eu não ofereço concessões. Nosso histórico mostra isso. Nós não retiramos qualquer assentamento, fizemos os assentamentos mais fortes."

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