Oriente Médio

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22 de outubro de 2009 • 13h41 • atualizado às 13h56

Mulher que matou bebê e mais 3 pessoas são enforcadas no Irã

 

A Justiça iraniana executou quatro pessoas, entre elas uma mulher de 28 anos acusada de ter matado seu próprio bebê de cinco dias, informou nesta quinta o jornal Sarmaye.

Segundo a publicação, Soheila Ghadiri, moradora da cidade de Kermanshah, no oeste do Irã, foi enforcada na manhã de ontem, no pátio da prisão de Evin, em Teerã.

O Sarmaye conta que a ré tinha 14 anos quando se apaixonou por um rapaz com quem fugiu de casa e foi embora de Teerã para poder se casar.

Dois meses depois, seu namorado a deixou, e segundo confissões de Soheila, ela preferiu morar nas ruas de Teerã em vez de voltar à sua cidade, por medo da reação de sua família.

Algum tempo depois, ela ficou grávida, aparentemente de um homem viciado em drogas com o qual vivia, até que foi detida pela polícia.

"Me transferiram depois para uma prisão onde passei duros dias de gravidez", disse a mulher, que assegurava ter pedido em diversas ocasiões aos responsáveis do centro que afastassem seu bebe dela, segundo as autoridades.

"Não me deram atenção e um dia decidi matá-lo e cortá-lo em pedaços, já que não queria que ele vivesse na miséria sendo filho de um viciado e uma prostituta", confessou, segundo as autoridades.

A advogada de Soheila explica, por sua parte, que o pai do bebê esteve presente no julgamento para conceder seu perdão a Soheila pelo assassinato.

"No entanto, o juíz não aceitou seu testemunho ao alegar que Soheila esteve com muitos homens e não se sabe se aquele era o verdadeiro pai do bebê", disse a advogada Mina Jaafari, em declarações citadas ontem pela imprensa local.

Além dos quatro executados, as autoridades iranianas tinham previsto o enforcamento de outros três homens, um na prisão de Evin, em Teerã, e dois na de Adelabad, em Shiraz, mas as execuções foram adiadas.

EFE