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Monti adverte que pode retirar apoio ao governo de coalizão da Itália

1 jul 2013
11h22
atualizado às 11h28
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O ex-primeiro-ministro italiano Mario Monti alertou que pode retirar o apoio ao governo de coalizão de Enrico Letta caso não consiga resolver as divergências entre seus principais parceiros e avançar com as reformas econômicas para enfrentar uma recessão profunda.

A coligação Escolha Cívica, de Monti, não tem lugares suficientes no Parlamento para derrubar o governo, mas seu aviso sinaliza a crescente preocupação com o ritmo lento da reforma por causa de divergências entre os partidos de centro-esquerda e centro-direita, a base principal da coalizão de Letta.

"Sem uma mudança de direção, não acho que a longo prazo vamos ser capazes de apoiar um governo impactado por crescentes ambiguidades", escreveu Monti em sua página no Facebook.

Monti, que introduziu reformas nas áreas de previdência e trabalho, corte de gastos e aumento de impostos enquanto chefiou por um ano um governo tecnocrata que chegou ao poder no auge de uma crise financeira, em novembro de 2011, disse que Letta tinha começado bem desde que assumiu em abril.

Mas afirmou que o governo precisava superar as diferenças entre e dentro dos partidos da coalizão para poder levar adiante reformas radicais para impulsionar o crescimento e tornar a Itália mais competitiva.

A Itália está mergulhada em sua recessão mais longa desde a Segunda Guerra Mundial, com o desemprego em níveis recordes.

Ele pediu a Letta para elaborar um contrato de coalizão para garantir que essas reformas sejam realizadas, independentemente de incertezas dentro dos dois principais partidos.

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