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Líder do Hamas diz que "os dias de Israel estão contados"

15 nov 2012 11h29
| atualizado às 12h00
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O líder do grupo islamita palestino Hamas, Khaled Meshaal, declarou nesta sexta-feira que "a batalha contra o inimigo continua" após os últimos ataques israelenses contra Gaza e advertiu que "os dias de Israel estão contados".

Líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal gesticula durante conferência islâmica em Cartum, no Sudão
Líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal gesticula durante conferência islâmica em Cartum, no Sudão
Foto: AFP

Em um discurso durante o 2º Congresso do Movimento Islâmico realizado no Sudão, Meshaal anunciou que seu grupo continuará "no caminho da jihad (guerra santa) e da resistência", e elogiou o líder militar do Hamas na faixa, Ahmed Jaabari, assassinado ontem na ofensiva israelense. O líder palestino destacou que Jaabari contribuiu com a criação das Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço armado do Hamas, e que com ele morreu Mohammed al Hams, outro de seus membros.

Segundo Meshaal, Israel pretende "fortalecer sua defesa contra Gaza", mas não consegue porque Israel não é um país, mas um "ente ilegítimo que ocupa a Palestina". O dirigente do Hamas avaliou a união das forças palestinas diante do ataque israelense e pediu que lutem "com inteligência" para vencer Israel.

Além disso, agradeceu o apoio demonstrado pelo presidente egípcio, o islamita Mohammed Mursi, e solicitou aos países árabes que "mudem as regras do jogo na região a partir de agora" e defendam a questão palestina no plano internacional.

Por sua vez, o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, condenou a ofensiva militar israelense em Gaza e afirmou que seu país sempre apoiará a causa dos palestinos. Bashir também participou da inauguração do congresso, em que durante três dias se reunirão cerca 120 representantes de movimentos islâmicos de 30 países árabes e muçulmanos.

Entre os presentes, destacam-se o guia espiritual da Irmandade Muçulmana no Egito, Mohammed Badia, e o dirigente do movimento tunisiano Al-Nahda Rachid al Ganuchi.

Ao menos 13 pessoas morreram e cerca de 140 ficaram feridas na ofensiva iniciada ontem contra Gaza, denominada "Pilar Defensivo" e voltada contra o que o Exército israelense classificou como "infraestrutura terrorista" e armazéns de armas na faixa palestina, governada pelo Hamas.

EFE   
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