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Kerry diz haver forte evidência do uso de armas químicas na Síria

10 mai 2013 18h28
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O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta sexta-feira que há forte evidência do uso de armas químicas contra as forças rebeldes por parte do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Durante uma conversa com internautas organizada pelo Google+, pela rede de televisão NBC News e pelo Departamento de Estado, Kerry denunciou as "escolhas terríveis que foram feitas pelo regime (do presidente sírio Bashar al-)Assad com a intenção de matar entre 70.000 e 100.000 pessoas de seu próprio povo".

"Acreditamos que existe uma forte evidência do uso de gás", denunciou Kerry em um evento organizado pelo Google.

O governo dos Estados Unidos falou pela primeira vez há duas semanas a respeito do possível uso de armas químicas pelo regime sírio contra a própria população, mas o presidente Barack Obama avisou na época que as provas ainda eram insuficientes.

O vice-presidente, Joe Biden, declarou em entrevista publicada na quinta-feira que Washington está tratando o tema Síria com máximo cuidado para evitar erros do passado, como aqueles que provocaram a invasão do Iraque.

No evento do Google, Kerry se referiu ao futuro da Síria: "Se houver a vontade de se chegar a um compromisso para eleger pessoas que comandem um governo de transição, e se elas forem de boa fé e preparadas para oferecer ao povo sírio uma opção justa para dirigi-los, então poderemos evitar a guerra e chegar a um acordo".

Mas esse governo de transição "não incluirá o presidente Assad", afirmou o chefe da diplomacia americana.

Ele também falou sobre a conferência internacional sobre o conflito sírio, anunciada esta semana em Moscou para o final do mês em Genebra.

"Posso dizer que devemos ao mundo nosso melhor esforço possível para tentarmos explorar, de boa fé, se poderemos ou não pôr fim à violência, ao derramamento de sangue, evitar um desmoronamento completo" do país por um conflito que já dura dois anos, disse Kerry.

"E a meu ver, se essa reunião for realizada em Genebra, todos poderão ver claramente quem está disposto a ser razoável e quem não", acrescentou.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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