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Jordanianos protestam perto de embaixada dos EUA em Amã

14 set 2012
12h22
atualizado às 15h16
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Milhares de pessoas protestaram nesta sexta-feira nas imediações da embaixada dos Estados Unidos em Amã, assim como em outras cidades da Jordânia, contra a produção de um vídeo sobre o profeta Maomé.

Muçulmano queima bandeira dos Estados Unidos durante protesto nas proximidades da embaixada desse país em Amã, na Jordânia
Muçulmano queima bandeira dos Estados Unidos durante protesto nas proximidades da embaixada desse país em Amã, na Jordânia
Foto: AP

Um grande número de islamitas ultraconservadores se concentrou depois da oração do meio-dia fora de uma mesquita próxima à embaixada americana e culpou Washington por não tomar ações contra os produtores do filme.

"Não é aceitável o que ocorreu porque não se trata de um caso individual, mas da continuação de sistemáticas ofensas contra os muçulmanos que duraram décadas", disse à Agência Efe o líder salafista (rigorista do islã) Saad Hunaiti durante a manifestação.

O movimento islamita Irmandade Muçulmana, principal grupo opositor jordaniano, também convocou uma manifestação que foi da Grande Mesquita de Hussein à praça de Najil.

O protesto tinha sido organizado a princípio para exigir reformas políticas e a libertação de ativistas detidos na semana passada, mas depois se transformou em um ato de condenação ao vídeo. Manifestações similares aconteceram nas cidades de Irbid, Karak e Tafileh.

O governo jordaniano enviou à empresa americana YouTube uma mensagem pedindo que retire do ar o filme chamado "A inocência dos muçulmanos".

"Ofender o profeta Maomé, o islã e as religiões representa uma violação da Constituição e das leis de todos os países do mundo, incluindo a Jordânia", afirmou hoje o ministro de Informação do país, Samih Maayta, no aviso ao YouTube.

EFE   

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