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Japão estuda diminuir ainda mais as importações de petróleo iraniano

21 mar 2012
00h25
atualizado às 03h32

O Japão demonstrou nesta quarta-feira sua satisfação com o plano de Washington de eximi-lo das sanções que aplicará a partir de julho aos países que comprarem petróleo do Irã e indicou que não descarta cortar ainda mais as importações oriundas dessa nação.

O ministro das Finanças japonês, Jun Azumi, agradeceu aos Estados Unidos por terem levado em conta os cortes que Tóquio já realizou nos últimos anos à hora de excluir das sanções as instituições financeiras japonesas que fazem negócios com o banco central iraniano.

Em declarações recolhidas pela agência Kyodo, Azumi assegurou que na decisão de Washington pesou também a possibilidade de o governo japonês reduzir ainda mais sua dependência do petróleo iraniano. "Acho que estamos encaminhados a cortar ainda mais nossas importações de petróleo (do Irã)", avaliou.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou nesta terça-feira que o Japão e dez países da União Europeia (UE) ficarão isentos das penalizações estipuladas dentro da lei aprovada pelos EUA em 31 de dezembro para sancionar Teerã por seu programa nuclear.

A própria norma dispensa da aplicação de sanções os países que tiverem reduzido significativamente seu volume de compra de petróleo iraniano, como é o caso do Japão, que nos últimos cinco anos o diminuiu em 40%.

Apesar de estudar mais cortes, o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Yukio Edano, deixou claro que as importações de petróleo iraniano "não serão rebaixadas a zero de forma imediata".

Edano também considerou que as sanções dos EUA contra o Irã não representarão um problema para a provisão de petróleo do Japão, terceira maior potência econômica do mundo, e assinalou que o governo estuda medidas para evitar que a alta dos preços de petróleo afete a economia japonesa.

Entre as principais companhias japonesas importadoras de petróleo, o gigante JX Nippon Oil & Energy antecipou que não prolongará seu contrato com o Irã além de abril, enquanto a Cosmo Oil reduziu de forma substancial suas aquisições desse país ao renovar o contrato em janeiro passado, informou hoje a televisão pública NHK.

Atualmente, as importações do Irã representam cerca de 10% do petróleo que o Japão adquire do exterior.

EFE   
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