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Japão diz que negocia isenção às sanções ao petróleo do Irã

29 fev 2012
19h03

O Japão provavelmente irá evitar as sanções dos EUA contra o Irã, mesmo reduzindo atualmente as importações do produto iraniano de petróleo, disse na quarta-feira o chanceler Koichiro Gemba.

As sanções têm como objetivo evitar que o programa nuclear de Teerã seja usado para a construção de armas nucleares, e punem as instituições financeiras que lidam com banco central do Irã, o canal para transações de petróleo.

A violação das sanções poderia resultar na exclusão de empresas ao mercado dos EUA, fazendo com que o bancos japoneses sejam impedidos de operar na maior economia do mundo.

O Japão tem conversado com Washington para obter uma isenção, que pode ser concedida se houver um corte significativo no comércio com o Irã.

Tóquio já fez um corte de 40 por cento nas importações de petróleo do Irã nos últimos cinco anos, e está se oferecendo para fazer cortes futuros.

"Estamos nos estágios finais de negociações sobre acordo de metas das sanções e a compreensão mútua aprofundou consideravelmente", disse Gemba, em entrevista coletiva.

"Eu não acho que estamos em uma situação de se preocupar sobre se tornar um alvo de sanções."

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reconheceu os esforços do Japão na terça-feira, dizendo a um comitê do Senado: "Eles têm vindo a reduzir as suas importações do Irã na faixa de 15-20 por cento desde o ano passado porque fomos conversar e trabalhar com eles."

A renúncia protegeria os grandes bancos do Japão - Mitsubishi UFJ Financial Group <8306.T, Mizuho Financial Group <8411.T e Sumitomo Mitsui Financial Group <8316.T - de serem punidos por transações com o Irã.

Gemba não mencionou a redução de metas específicas, citando um impacto potencial de mercado, mas o governo disse que pretende manter o corte nas compras de óleo do Irã.

O Japão, terceiro maior importador de petróleo do mundo, comprou no ano passado quase 9 por cento do seu consumo de petróleo do Irã e sua dependência das importações de combustíveis aumentaram porque quase toda a sua geração de energia oriunda de reatores nucleares está parada devido a receios de segurança pública sobre a crise de radiação desencadeada pelo desastre de Fukushima no ano passado.

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