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Israelenses e palestinos se reúnem pela 2ª vez em Jerusalém, diz jornal

20 ago 2013
15h46
atualizado às 15h58
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As equipes negociadoras israelense e palestina se reúnem nesta terça-feira pela segunda vez no mesmo dia em Jerusalém em meio às negociações de paz, informou a edição digital do jornal Yedioth Ahronoth.

A ministra da Justiça e chefe negociadora israelense, Tzipi Livni, e o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, retomaram os contatos no fim da tarde local no Hotel King David de Jerusalém para uma segunda rodada, após terem se visto de manhã, declarou ao site uma "fonte próxima" às conversas.

A fonte precisou que a realização desse segundo encontro se deve à viagem que Erekat deve fazer à Rússia, onde se reunirá amanhã com o ministro das Relações Exteriores do país, Sergei Lavrov, que porá a par dos últimos esforços no processo de paz.

Horas antes, o também negociador palestino Mohammed Shtaye informava à rádio pública israelense sobre uma reunião secreta entre as partes em Jerusalém.

No encontro participaram Erekat e Livni, assim como a mão direita do primeiro-ministro israelense, Itzhak Moljo, além do próprio Shtaye, que não deu mais detalhes sobre as conversas, em linha com a discrição que ambas as partes prometeram guardar perante Estados Unidos, que promove o atual processo de diálogo.

Israelenses e palestinos se reuniram na quarta-feira passada em um hotel de Jerusalém, no primeiro encontro tête-à-tête na cidade em três anos e que significou o início do processo de negociação promovido por Washington.

A ministra da Justiça israelense afirmou hoje que a presença do partido ultradireitista Lar Judaico no governo põe em risco os esforços para conseguir um acordo de paz com os palestinos.

Em entrevista à rádio pública israelense, Livni se mostrou partidária de substituir essa formação política pelo Partido Trabalhista, atualmente na oposição, a fim de impulsionar as negociações com os palestinos.

"O Lar Judaico (Habait Hayeudí) se opõe à solução de dois Estados, e isso é muito problemático no contexto das negociações", manifestou.

Para Livni, com o objetivo de impulsionar o recém-nascido processo de paz devem ser adotadas decisões-chave.

EFE   

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