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Israel teme saída da ONU de Golã após captura de 21 observadores

7 mar 2013
07h13
atualizado às 07h25
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Israel teme que a captura na quarta-feira de 21 observadores filipinos da ONU por insurgentes sírios no Golã provoque a saída da força de observação da manutenção da paz na área.

"Este sequestro pode convencer países que têm contingentes nesta força a repatriá-los, o que criaria um vazio perigoso na zona neutra onde está mobilizada no Golã", afirmou uma fonte do governo israelense que pediu anonimato. "Desde sua criação, esta força tem cumprido sua missão, que consiste em manter a paz", completou.

Israel ocupa a maior parte do Golã sírio desde 1967, enquanto 510 quilômetros quadrados da colina permanecem sob controle da Síria. Os rebeldes sírios acusam a Força das Nações Unidas de Observação da Separação (FNUOS) de trabalhar com o exército sírio para derrubar a insurreição contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

O jornal israelense Yediot Aharonot destaca o temor de Israel de que a Al-Qaeda "chegue à fronteira israelense e assuma o controle da zona de demarcação em caso de saída das forças da ONU".

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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