Israel lembra solados mortos e vítimas de terrorismo após independência

A jornada, anterior ao dia de independência, é uma das mais emblemáticas do calendário israelense

atualizado às 17h29
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Israel lembra a partir deste domingo, com uma jornada de luto, os mortos de suas forças de segurança, 23.085 desde 1860, e as vítimas civis do terrorismo e das várias guerras que o país enfrentou desde sua independência, em 1948.

Inscrição de fogo da Estrela de David marca as homenagens em Israel
Inscrição de fogo da Estrela de David marca as homenagens em Israel
Foto: AFP

A jornada de lembrança começou às 20h locais (15h de Brasília) com o acionamento de uma sirene, enquanto a bandeira israelense era levantada a meio mastro em uma cerimônia na esplanada do Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado para o judaísmo.

"A existência de Israel não está mais em dúvida, o Exército está preparado para qualquer contingência", afirmou o presidente israelense, Shimon Peres no ato, que contou com a participação de militares e parentes dos mortos.

A jornada, anterior ao dia de independência, é uma das mais emblemáticas do calendário israelense. Além do fechamento de estabelecimentos comerciais e da programação especial de televisão, toda a atividade oficial nesta noite e amanhã irá girar em torno das cerimônias realizadas nos mais de 50 cemitérios e monumentos militares em Israel.

Segundo o Ministério da Defesa, um total de 23.085 membros das forças de segurança do Estado - em sua imensa maioria do Exército - morreram em serviço, 92 deles no último ano.

Estes números, que se contabilizam desde 1860, quando começaram as chamadas "aliot" (ondas migratórias de judeus) para a então Palestina sob domínio otomano, incluem os membros de organizações armadas que existiam antes da independência de Israel, militares do Exército israelense, agentes dos serviços secretos e da polícia.

"Provêm de todos os grupos da sociedade israelense - judeus, drusos, beduínos, muçulmanos, cristãos, circassianos - e a eles reconhecemos sua contribuição na luta por nossa existência", disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em um ato realizado previamente.

O comunicado do ministério de Defesa informa que em "Israel há atualmente 17.553 famílias afetadas, 2.324 órfãos e 4.964 viúvas do Exército e de empregados do Ministério da Defesa".

O número inclui em sua maioria a militares e agentes de segurança mortos em "ato de guerra" ou "ataques terroristas", e em menor medida soldados ou agentes que perderam a vida por outras razões - doença ou acidente - quando realizavam o serviço militar, disse o porta-voz do Exército Roni Kaplan.

"O serviço militar é obrigatório por lei e essa lei estipula que as forças de defesa de Israel e o Ministério da Defesa devem reconhecer os mortos sem fazer distinção", explicou.

Nas próximas vinte e quatro horas calcula-se que aproximadamente um milhão e meio de pessoas visitarão cemitérios e participarão de atos para lembrar os mortos.

Após o impacto da segunda Intifada palestina, na qual a maioria dos mortos foram civis, o governo israelense ampliou a homenagem para vítimas do terrorismo, 2.493 desde 1948, entre eles 120 estrangeiros.

O principal ato desta segunda-feira será realizado durante a manhã no Monte Herzl de Jerusalém, o principal cemitério do país. No início da cerimônia sirenes tocarão por dois minutos e os israelenses interromperão suas atividades.

A jornada não é comemorada nos centros urbanos e comunidades árabes -ao redor de 20% da população israelense-, que por razões de identidade e históricas não celebra a independência do Estado judeu.

EFE    

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