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Israel fará o que for necessário em Gaza, diz Netanyahu

15 nov 2012 14h59
| atualizado às 15h26
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira que o Exército de seu país "seguirá empreendendo qualquer ação que for necessária para defender sua população", como os "ataques cirúrgicos contra a estrutura terrorista em Gaza", onde 15 palestinos morreram desde ontem.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala com meios de comunicação em Tel Aviv
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala com meios de comunicação em Tel Aviv
Foto: AP

"Nas últimas 24 horas, Israel deixou claro que não tolerará mais ataques com foguetes e mísseis contra seus civis. Espero que o Hamas e as outras organizações terroristas em Gaza tenham captado a mensagem. Israel está preparado para desenvolver qualquer ação que for necessária para defender sua população", ressaltou o Ministério da Defesa de Israel em comunicado.

O chefe do governo israelense também insistiu em dizer que "o Hamas sofreu um duro golpe nos últimos dias", já que seu Exército "danificou de maneira significativa os foguetes Fajr que podem chegar a Tel Aviv". "Nos últimos dias e semanas, o Hamas e o resto das organizações terroristas em Gaza tornaram impraticável a vida de um milhão de israelenses. Nenhum governo toleraria uma situação na qual aproximadamente um quinto de sua população vive sob um constante bombardeio de foguetes e mísseis. Israel não tolerará mais esta situação", acrescentou.

Apesar de ter enfatizado o poder bélico de seu Exército, Netanyahu afirmou que "Israel seguirá fazendo tudo o que estiver em seu alcance para evitar vítimas civis" em Gaza, onde 15 palestinos morreram desde ontem, sete deles civis (incluídos duas crianças e uma mulher grávida), em uma centena de bombardeios israelenses.

Na mesma linha do premiê, a porta-voz do Exército israelense, a tenente-coronel Avital Leibovitz, afirmou nesta quinta-feira que a invasão da Faixa de Gaza por parte de Israel com tropas de terra é "definitivamente uma opção" dentro da operação "Pilar Defensivo" atualmente em andamento.

Hoje, em Israel, três civis morreram após uma explosão em Kiryat Malaji, a cerca de 30 km de Tel Aviv, sendo que este foi apenas um dos mais de 200 projéteis lançados desde Gaza nas últimas 24 horas.

Além disso, Netanyahu revelou que, desde o início da operação "Pilar Defensivo", já consultou os presidentes Barack Obama (EUA) e François Hollande (da França); o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, e o enviado especial do Quarteto para a paz no Oriente Médio (EUA, Rússia, UE e ONU), Tony Blair. "Quero agradecer a compreensão da necessidade de Israel se defender e o direito de Israel se defender", apontou Netanyahu.

A operação "Pilar Defensivo" foi iniciada ontem com a morte do líder do braço armado do Hamas, Ahmed Jaabari, em um ataque seletivo da força aérea israelense contra o carro que o transportava.

Com informações da agência EFE

EFE   
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