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Israel: demanda palestina na ONU será fim do processo político

18 jul 2011
15h06
atualizado às 15h38
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O vice-ministro de Relações Exteriores israelense, Danny Ayalon, considerou nesta segunda-feira que o previsto pedido dos palestinos à ONU em setembro de seu reconhecimento como membro de pleno direito representará o fim do processo político empreendido há 20 anos.

Em um encontro com correspondentes estrangeiros em Jerusalém, Ayalon garantiu que "não há razão para cessar as negociações e impor medidas unilaterais" e acusou os palestinos de querer "mudar as regras do jogo" com seu recurso às Nações Unidas.

Em sua opinião, no último ano e meio os dirigentes palestinos só apresentaram táticas de retrocesso no processo e impuseram precondições na negociação, como a paralisação dos assentamentos judaicos, que não tinham colocado até então.

"Ir à ONU e romper os acordos que alcançamos é um confronto e nos liberta das obrigações com relação aos acordos alcançados até o momento", afirmou.

Além disso, advertiu que uma resolução da Assembleia Geral da ONU a favor do reconhecimento de um Estado palestino pode "criar expectativas equivocadas" entre a população, o que provocaria "uma decepção" que por sua vez poderia gerar violência.

"Se ocorrer uma deterioração da situação de segurança, a responsabilidade será da liderança palestina", ressaltou.

O vice-ministro de Relações Exteriores estimou que os líderes palestinos precisam decidir se optam pela "cooperação ou pelo confronto e o conflito" e destacou que a posição "de tudo ou nada" não leva "a lugar algum".

Além disso, ressaltou que a posição israelense mudou muito nos últimos 20 anos e citou, entre outras consecuções da negociação, a criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o fim dos assentamentos judaicos na Faixa de Gaza e os acordos de cooperação econômica.

Com relação ao apoio em uma possível votação na Assembleia Geral das Nações Unidas, Ayalon ressaltou que a voz da comunidade internacional é "muito importante" para Israel, embora tenha ressaltado que os palestinos não iriam à ONU se não tivessem claro que contam com a maioria.

Mesmo assim, confiou que vários países alcem suas vozes contra o que considerou "o totalitarismo da maioria" e se mostrou convencido que a comunidade internacional "sabe que não é um jogo honesto o dos palestinos".

O vice-ministro recusou dar detalhes se o Governo israelense conseguiu novos apoios nas gestões diplomáticas que está fazendo diante da possível votação de setembro, embora tenha ressaltado que ele mesmo viajou à América Latina e vários países europeus para tentar conseguir adesões.

De qualquer maneira, ele estimou que entre 69 e 70 países que dariam apoio a posição israelense no caso da proposta palestina ser levada à votação na Assembleia Geral.

EFE   

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