Oriente Médio

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29 de agosto de 2012 • 17h32 • atualizado às 17h44

Israel crê que ação militar pode frear programa nuclear iraniano

 

Como última opção para frear o programa nuclear do Irã - acusado de fabricar a bomba atômica e de provocar o terrorismo e influenciar negativamente países vizinhos -, Israel pensa em promover uma eventual operação militar contra o regime de Teerã, afirmou o vice-primeiro-ministro israelense, Moshe Ya'alon.

O político está em Sofia, onde participou de uma cerimônia religiosa em memória das cinco vítimas israelenses do atentado na cidade de Burgas, em 18 de julho.

"Israel faz um apelo para que o Ocidente tenha determinação, com esforços conjuntos dos Estados Unidos, da União Europeia, da Austrália e do Canadá, para persuadir o Irã a abandonar seus projetos de construção de armas nucleares. Pedimos um isolamento total desse regime", disse.

O ex-diretor de inteligência militar israelense afirmou, além disso, que seu país não busca em primeiro lugar "a opção militar, embora em certos casos não haja outra saída", mas considera necessária a imposição de fortes sanções econômicas e o isolamento da República Islâmica.

O Conselho de Segurança da ONU impôs quatro rodadas de sanções ao Irã desde 2006, para fazer com que o país desista de enriquecer urânio, uma atividade legal, mas que alimenta suspeitas devido à sua dualidade, podendo ser usada tanto para fins civis como militares.

O Irã, por sua vez, garante que os objetivos de seu programa nuclear são exclusivamente pacíficos, mas não permite que todos acessem suas instalações, como solicitam os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica.

Por outro lado, Ya''alon reiterou que o Irã fornece recursos financeiros e armas a organizações terroristas, e que apoia grupos radicais que criam obstáculos para a estabilização de países como o Afeganistão e Iraque.

O vice-primeiro-ministro também insistiu na posição de Tel Aviv de que o Irã está, através da milícia xiita libanesa Hezbollah, por trás do ataque suicida na Bulgária a um ônibus no qual viajavam turistas israelenses. Sete pessoas morreram e outras 34 ficaram feridas na tragédia.

O ministro mostrou confiança de que "no final, as autoridades búlgaras, em cooperação com as de Israel", encontrarão os culpados pelo atentado, mas reconheceu que o processo "pode durar anos".

Os familiares da vítima foram, nesta quarta-feira, ao local do atentado e colocaram flores e velas no lugar onde o terrorista suicida detonou a bomba escondida em sua mochila.

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