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Israel confisca imagens de ataque a frota de ajuda humanitária

1 jun 2010
08h56
atualizado às 09h56

O Exército israelense confiscou imagens gravadas em vídeo, câmeras fotográficas e os telefones dos ativistas que viajavam no navio atacado na segunda-feira que fazia parte de uma frota que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O material gravado pelos ativistas nos navios "foi confiscado pelo Exército durante a operação", disse à agência Efe uma fonte oficial israelense, que afirmou que o material está nas mãos das forças de segurança.

O porta-voz do Exército israelense, comandante Avital Leibovitz, disse à Efe que os aparelhos "foram confiscados no início da operação, porque não sabemos o que há nesses equipamentos e no passado vimos câmeras serem utilizadas para esconder bombas".

"Temos que analisar todos os equipamentos para saber se há algum material perigoso, porque sabemos que a IHH (organização turca e uma das principais organizadoras da frota) é uma organização terrorista", disse o porta-voz militar.

Miki Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense, disse que na chegada dos ativistas ao porto de Ashdod, no sul de Israel, "foram realizadas inspeções de segurança frequentes", tanto nas pessoas quanto nos objetos que levavam, algo que, segundo ele, faz parte "dos padrões internacionais de procedimentos de segurança".

Por enquanto, as únicas imagens divulgadas do ataque aos navios foram as distribuídas pelo Exército e pelo Ministério de Assuntos Exteriores israelense.

Israel divulgou fotos e vídeos que mostram o que consideraram armas perigosas, entre elas facas de cozinha, chaves inglesas e outras ferramentas, canos metálicas, pedaços de madeira, lenços palestinos, estilingues e bolas de gude, cujo uso teria justificado a ordem de abrir fogo contra os ativistas.

Cerca de 50 ativistas assinaram sua deportação voluntária e foram levados ao aeroporto de Ben Gurion, perto de Tel Aviv, de onde voltarão a seus respectivos países.

No entanto, centenas de ativistas continuam não identificados ou se negaram a serem deportados e, por isso, estão detidos na prisão de Ela, na cidade de Beershebaý, no deserto do Negev.

EFE   

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