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Israel: cinco milhões são convocados para eleições gerais

21 jan 2013
13h46
atualizado às 14h21
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Mais de cinco milhões e meio de israelenses foram convocados para exercer o papel de cidadão e comparecer na terça-feira às urnas nas eleições gerais do país para escolher a 19ª Knesset (Parlamento israelense).

Os colégios eleitorais abrirão as portas às 7h (3h de Brasília) em 10.235 centros de voto e permanecerão abertos até às 22h local (18h, horário de Brasília), em uma jornada que não é laboral, mas na qual funcionarão os transportes públicos. Nas localidades pequenas, com menos de 350 eleitores, os horários de votação serão reduzidos.

Todo cidadão tem direito a voto a partir dos 18 anos e pode ser eleito deputado a partir dos 21. A Lei Fundamental israelense estabelece que o pleito legislativo é geral, direto, igualitário, secreto e territorial, sendo todo o país uma única circunscrição eleitoral.

Dos 5.659.560 israelenses chamados a votar, cerca de 800 mil são árabes (palestinos que ficaram em Israel após a criação do Estado em 1948). 34 partidos apresentam suas listas (fechadas) ao pleito, mas só obterão representação na Knesset os que obtenham pelo menos 2% dos votos válidos emitidos.

O total de votos válidos será dividido por 120 (o número de cadeiras na câmara), e o número resultante será chamado de "módulo", já o número de cadeiras de cada partido será o correspondente à divisão do número de votos recebidos por esse módulo. Os excedentes de votos de um partido, insuficientes para obter uma cadeira adicional, serão redistribuídos entre os grupos políticos de acordo com seu tamanho proporcional ou segundo tenha sido estipulado pelas próprias formações antes das eleições.

A votação foi iniciada na noite do sábado no Ministério da Defesa em Tel Aviv para o pessoal militar, que seguiu votando ontem em várias instalações da Marinha. Também haverá 194 urnas instaladas em hospitais, 57 em prisões e centros de detenção, e outras 94 em legações diplomáticas no mundo todo.

Os eleitores introduzirão suas cédulas em envelopes de cor azul celeste, que deverão ter impresso o selo do Comitê Central Eleitoral e ser assinados à mão por dois integrantes da mesa eleitoral. A lei estabelece que os eleitores devem votar sozinhos, exceto os que não possam fazê-lo de forma autônoma por incapacidade física, que poderão fazê-lo com um acompanhante, sempre que este não seja diretor empregado de um lar geriátrico ou da instituição na qual resida o votante.

Após a apuração, o presidente do Estado, Shimon Peres, deverá manter consultas com os diferentes partidos e alocar a formação do Governo ao candidato em melhor posição para consolidar uma maioria de 61 deputados, missão para a qual tem 28 dias, que podem ser ampliados em outras duas semanas.

Nenhum partido em Israel obteve a maioria absoluta no Parlamento e nas 18 eleições realizadas desde o estabelecimento do Estado em 1948, a participação eleitoral oscilou entre 70% e 87%, embora no pleito de 2009 foi registrada uma participação de 65%. A divulgação de resultados oficiais das eleições será feita em 30 de janeiro e o partido que conseguir formar uma coalizão, poderá apresentar à câmara seu candidato ao cargo de primeiro-ministro em 14 de fevereiro.

EFE   
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