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Israel aprova lista de 26 presos palestinos que serão libertados

11 ago 2013
19h13
atualizado às 19h23

A comissão ministerial israelense para a libertação de 104 presos palestinos criada em função do processo de paz concluiu a lista com os primeiros 26 detidos que serão soltos, informou neste domingo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

"A lista será divulgada na página de internet do Serviço de Prisões após as famílias das vítimas serem informadas", disse o comunicado.

Além disso, a nota afirmou que 14 prisioneiros serão transferidos para Gaza e 12 para a Cisjordânia.

A reunião da comissão foi liderada pelo ministro da Defesa, Moshe Yaalon, que substituiu Netanyahu em função da operação de uma hérnia umbilical realizada pelo primeiro-ministro.

O comunicado acrescentou que oito dos condenados terminariam de cumprir suas penas nos próximos três anos, dois deles no prazo de seis meses.

Israel aceitou libertar 104 presos palestinos que cumprem pena desde antes dos Acordos de Oslo, de 1993, como parte dos esforços do secretário de Estado americano, John Kerry, para reativar as negociações de paz após três anos.

A medida foi acompanhada do anúncio feito hoje em Jerusalém da construção de 1.200 casas em zonas ocupadas por Israel desde 1967 como contrapartida à libertação de presos, que foi rejeitada pelos partidos mais direitistas do governo.

O anúncio foi coordenado antecipadamente com os Estados Unidos e faz parte do pacote de medidas estipuladas que permitiram a retomada dos diálogos, apesar da condenação de todos os porta-vozes palestinos.

O presidente Mahmoud Abbas afirmou em reunião nesta tarde com o ministro de Presos, Issa Qaraqe, que a libertação destes e outros detidos "aumentará as possibilidades de se conseguir a paz", informou a agência oficial "Wafa".

Abbas também garantiu que nenhum dos 104 será deportado para fora de sua terra, como ocorreu em anteriores acordos com Israel, que também deverá libertar 14 palestinos que têm cidadania israelense.

Devido à complexidade legal e política destes 14 presos, o Conselho de Ministros de Israel não autorizou por enquanto a libertação deles, o que deverá ocorrer na última das quatro fases e se o processo negociador avançar.

O mediador americano Martn Indyk já se encontra na região e se reuniu hoje separadamente com Abbas e com o presidente israelense, Shimon Peres.

Na quarta-feira começará os contatos com os chefes negociadores palestino, Saeb Erekat, e israelense, Tzipi Livni.

Sobre a data que em que os presos sairão da prisão o comunicado israelense só afirma isto ocorrerá 48 horas após a publicação da lista, como exige a lei, e portanto este processo deverá se iniciar na madrugada de quarta-feira.

EFE   
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