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Islamistas cortam mãos de pessoas como punição no Mali

22 dez 2012
10h22
atualizado às 11h06
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Os islamitas que controlam a cidade de Gao, no nordeste do Mali, amputaram duas pessoas na sexta-feira e afirmaram que outras oito sofreriam o mesmo destino sob a aplicação da sharia (lei islâmica), indicou um líder islâmico à AFP. "Aplicando a sharia, cortamos as mãos de duas pessoas na sexta-feira. Outras oito vão sofrer em breve o mesmo destino", declarou Moctar Barry, um dos líderes do Movimento para a Unidade e Jihad na África Ocidental (Mujao) que ocupa Gao.

Dois habitantes de Gao confirmaram essas amputações. "Vi um deles amarrado. Deram uma injeção nele antes da amputação. Ele gritou. Os dois estão no hospital agora", relatou uma testemunha. "Os islamitas disseram que as amputações vão continuar. Os que foram amputados tinham roubado. O Islã proíbe o roubo", acrescentou a segunda testemunha.

Abdu Sidibé, deputado de Gao, considerou que estas novas amputações são o resultado da "atitude negligente da comunidade internacional". "É preciso que a comunidade internacional saiba que são as hesitações sobre uma intervenção no norte do Mali que incentivam os islamitas a provar que estão em casa e que não têm medo de ninguém", disse Sidibé.

As amputações ocorreram um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU aprovar uma resolução que autoriza a implantação de uma força internacional para reconquistar o norte do Mali. Esta região foi ocupada há seis meses por islamitas armados do Mujao, da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e do movimento Ansar Dine (Defensores do Islã).

Especialistas militares e responsáveis da ONU falam de uma eventual intervenção a partir de 13 de setembro. Desde outubro, várias amputações públicas foram cometidas por islamitas em diferentes localidades do norte do país.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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