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Iraque: governo recupera territórios invadidos pelo EIIL

Em uma visita à cidade de Samarra, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, prometeu derrotar os insurgentes

14 jun 2014
17h53
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Milhares de pessoas atenderam ao apelo do clérigo xiita mais influente do Iraque para pegar em armas e defender o país contra a insurgência
Foto: Reuters

Uma ofensiva de insurgentes que ameaça desmembrar o Iraque parece ter desacelerado neste sábado, depois de dias de avanços rápidos, à medida que as forças do governo retomavam territórios em contra-ataques, diminuindo a pressão sobre o governo xiita em Bagdá.

Milhares de pessoas atenderam ao apelo do clérigo xiita mais influente do Iraque para pegar em armas e defender o país contra a insurgência, liderada pelo movimento sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Em uma visita à cidade de Samarra, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, prometeu derrotar os insurgentes, cuja ofensiva ameaçou o futuro do Iraque como um país de unidade e levantou o espectro do conflito sectário.

Os ganhos dos militantes alarmaram tanto os partidários xiitas de Maliki no Irã como nos Estados Unidos, que ajudaram a levá-lo ao poder depois de invadir o país e derrubar o ex-ditador sunita Saddam Hussein, em 2003.

Os preços do petróleo saltaram devido aos temores de que a ofensiva do EIIL possa provocar a interrupção das exportações do Iraque, país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Mas, tendo encontrado pouca resistência em áreas sunitas majoritárias, os militantes se voltaram agora contra o Exército, que recuperou algumas cidades e territórios ao redor de Samarra neste sábado com a ajuda de milícias xiitas.

“Recuperamos a iniciativa e não vamos parar com a libertação de Mossul dos terroristas do EIIL, mas vamos para todos os outros lugares”, disse o major-general Qassim al-Moussawi, porta-voz do comandante-em-chefe do Exército iraquiano, destacando, com uma caneta a laser, as áreas que o Exército retomou.

Militantes que estão controlando Tikrit, a 45 quilômetros ao norte de Samarra, plantaram minas terrestres e bombas de beira de estrada nas entradas da cidade, aparentemente antecipando um contra-ataque das forças governamentais.

Moradores disseram que os militantes estão em toda a cidade e posicionaram canhões antiaéreos e artilharia pesada. Famílias começaram a fugir para o norte, em direção o Kirkuk, uma cidade rica em petróleo que as forças curdas ocuparam na quinta-feira, depois que o Exército iraquiano fugiu.

Foto: Arte Terra

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