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Irã espera avanço em diálogo com AIEA; Ocidente se mostra cético

13 mai 2013
11h25
atualizado às 12h01
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O Irã espera que haja progresso nas negociações do país esta semana com a agência nuclear da ONU, afirmou nesta segunda-feira o embaixador iraniano para assuntos atômicos, mas diplomatas ocidentais demonstraram pouca esperança de fim para o impasse.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenta há mais de um ano convencer o Irã a permitir a retomada de investigações sobre suas instalações nucleares, por suspeitar que o país mantenha pesquisas para a fabricação de uma bomba. O governo iraniano nega ter intenção de produzir armas nucleares.

As conversações marcadas para quarta-feira em Viena serão a décima rodada de negociações entre as duas partes desde o início de 2012, sem que até o momento se tenha chegado a algum acordo que dê à AIEA acesso a instalações, autoridades e documentos que a agência considera necessários para sua investigação.

"Temos expectativas de progresso na reunião, claro", disse à Reuters o embaixador do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh. "Encaramos com seriedade essas conversações."

Mas um diplomata ocidental, também alocado na capital austríaca, disse não ver "nenhum motivo para otimismo", considerando a série de encontros fracassados nos últimos 17 meses. Outros diplomatas também disseram não esperar nenhum avanço.

Depois de visitar o Irã, o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, disse em maio do ano passado que esperava assinar um acordo com o país para destravar a investigação, mas essa esperança logo se desvaneceu.

Autoridades ocidentais acusam o Irã de obstruir a AIEA e procurar restringir a capacidade dos inspetores da ONU de realizar sua investigação da maneira que desejam.

O Irã argumenta que as exigências de acesso ultrapassam suas obrigações definidas no Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e diz que as alegações contra o país têm por base material forjado por serviços de inteligência.

As conversações entre o Irã e a AIEA são separadas das negociações mais amplas entre o país e seis potências mundiais com o objetivo de resolver pacificamente a disputa, que já dura uma década, e evitar uma nova guerra no Oriente Médio.

Israel e os Estados Unidos ameaçam uma possível ação militar contra o Irã se a diplomacia e as sanções impostas ao país não restringirem seu programa nuclear.

No entanto, o governo iraniano afirma que seu programa é puramente pacífico, destinado à geração de eletricidade, e que Israel --de modo geral, considerado o único país do Oriente Médio em posse de um arsenal atômico-- é quem ameaça a paz e a estabilidade da região.

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