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Irã diz que Arábia Saudita deve cessar seus 'atos criminosos' no Iêmen

9 abr 2015
11h12
atualizado às 11h12
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O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, denunciou violentamente nesta quinta-feira os ataques lançados pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes do Iêmen e pediu o fim destes atos criminosos.

"Esta ação na região é inaceitável", declarou o número um iraniano em referência ao governo saudita, segundo declarações divulgadas no site oficial de seu gabinete (www.leader.ir).

"Devem cessar seus atos criminosos no Iêmen (...) O governo saudita deve deter o quanto antes os crimes catastróficos", acrescentou.

Uma coalizão árabe sunita, liderada por Riad, lançou uma campanha aérea em 26 de março para deter o avanço dos rebeldes xiitas huthis, apoiados pelo Irã, e seus aliados, militares leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

Os rebeldes conquistaram grande parte do território iemenita, incluindo a capital Sanaa, e obrigaram o presidente Abd Rabo Mansur Hadi a fugir de Áden, seu último reduto no Iêmen, para se refugiar na Arábia Saudita.

"O que o governo saudita faz no Iêmen se parece com o que o regime sionista (Israel) faz em Gaza. É um massacre, um genocídio que pode ser alvo de denúncias em nível internacional", declarou o aiatolá Khamenei, denunciando "os massacres de crianças e a destruição de casas, infraestruturas e riquezas" do país.

Esta declaração do guia supremo chega depois que o Irã, a grande potência xiita, tentou se aproximar de seu rival sunita após a eleição do presidente iraniano moderado Hassan Rohani.

Os dois países mantêm pontos de vista diferentes em questões como o conflito sírio, onde Teerã apoia o regime de Bashar al-Assad, e Riad os rebeldes.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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