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Invasão de embaixada americana mata 4 e fere 34 no Iêmen

13 set 2012
06h04
atualizado às 15h54
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Centenas de manifestantes invadiram nesta quinta-feira a embaixada dos Estados Unidos em Sanaa durante um protesto contra um vídeo sobre o profeta Maomé considerado ofensivo pelos muçulmanos, que já causou ataques violentos contra legações americanas na Líbia e no Egito. Quatro pessoas morreram e 34 ficaram feridas na reação da polícia iemenita à manifestação, informa a agência AFP citando uma fonte dos serviços de segurança.

Manifestantes se penduram em portão da embaixada americana em Sanaa
Manifestantes se penduram em portão da embaixada americana em Sanaa
Foto: AP

"Quatro pessoas morreram e 34 ficaram feridas nos distúrbios ocorridos da manhã até a noite na área em torno da embaixada americana", afirmou a fonte. O balanço anterior era de que uma pessoa havia morrido e quatro haviam ficado feridas.

Os manifestantes derrubaram a porta principal do complexo da legação diplomática, onde também fica a residência do embaixador. Dentro do recinto, só chegaram até o pátio interior, já que não conseguiram entrar em nenhum dos edifícios do complexo. Ainda assim, queimaram uma bandeira americana e vários veículos, e quebraram as janelas de alguns imóveis.

Os fuzileiros da embaixada atiraram para o alto para dispersar os manifestantes, enquanto a polícia iemenita lançou gás lacrimogêneo e usou canhões de água. Os agentes cercaram a legação diplomática após terem conseguido expulsar os manifestantes, mas choques continuaram nas imediações.

A Embaixada dos EUA no Iêmen é um dos edifícios mais fortificados de Sanaa. Hoje, a sede diplomática estava fechada porque o fim de semana no Iêmen é na quinta-feira e na sexta-feira. Testemunhas disseram que os manifestantes conseguiram entrar no complexo porque os guardas iemenitas que o protegem não fizeram nada para impedir.

Além do Iêmen, o Egito é hoje palco de confrontos nos arredores da legação americana, que já deixaram 16 feridos, desencadeados após os protestos contra um vídeo supostamente realizado por um cidadão americano-israelense no qual Maomé é ridicularizado.

O controvertido vídeo foi supostamente o estopim do protesto frente ao consulado americano em Benghazi, no leste da Líbia, que acabou na noite de terça-feira em um ataque contra o edifício no qual morreu o embaixador Christopher Stevens e três funcionários da legação.

Com informações das agências AP, AFP e EFE

Terra

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