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Iêmen rejeita intervenção dos EUA contra Al-Qaeda

7 jan 2010
09h34
atualizado às 09h46
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O Iêmen considera que cabe às suas forças enfrentar os militantes da Al-Qaeda no país, e rejeita uma intervenção direta dos EUA, segundo seu chanceler.

O país mais pobre da Península Arábica passou à linha de frente da guerra contra a militância islâmica, depois que a Al-Qaeda local reivindicou a autoria de um frustrado atentado contra um voo Amsterdã-Detroit no dia de Natal.

Questionado pela CNN sobre se o Iêmen aceitaria uma intervenção direta dos EUA, o chanceler Abubakr Al Qirbi disse: "Não, não acho que iremos aceitar isso. Acho que os EUA, também, aprenderam com o Afeganistão, o Iraque e outros lugares que a intervenção direta pode levar à derrota. Achamos que isso (combate à Al-Qaeda) é prioridade e responsabilidade das nossas forças de segurança e do exército."

O Iêmen lançou nesta semana uma operação que matou dois militantes da Al-Qaeda, o que tranquilizou os EUA e levou à reabertura da fortificada embaixada norte-americana em Sanaa.

"O que precisamos dos Estados Unidos e de outros parceiros é construir nossa capacidade para nos fornecer conhecimento técnico, com equipamento, com a informação de inteligência, com poder de fogo", disse Qirbi.

Nos últimos quatro dias, o Iêmen mobilizou forças contra a Al-Qaeda em três províncias. Uma fonte de segurança disse que postos de controle adicionais foram instalados nas principais rodovias.

Os soldados cercaram um suposto líder regional da Al-Qaeda perto da capital na quarta-feira, e capturaram oito militantes de baixo escalão nos últimos dias, inclusive três que ficaram feridos na ação de segunda-feira, segundo fontes de segurança.

Estrategicamente localizado no extremo sul da Península Arábica, o Iêmen tem de enfrentar o recrudescimento da Al-Qaeda enquanto se depara também com uma rebelião xiita no norte e com um renitente sentimento separatista no sul.

"Acho que nosso pensamento foi de que talvez devêssemos poupar a Al-Qaeda no último ano por causa do confronto no sul e com os Houthis (rebeldes). Mas a Al-Qaeda tirou proveito disso", disse Qirbi, acrescentando que a rede militante tentou fazer avanços junto aos rebeldes do norte e os separatistas do sul.

"Aí foram mais longe para arrumar alguns ataques suicidas em Sanaa. E por isso foi importante que nossas forças de segurança agissem contra eles", acrescentou.

O Ocidente e a Arábia Saudita temem que a Al-Qaeda se aproveite da instabilidade no Iêmen para ampliar suas operações para o reino vizinho, que é o maior exportador mundial de petróleo, e para outros lugares do mundo.

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