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Iêmen intensifica segurança em embaixadas após alerta dos EUA

4 ago 2013
11h04
atualizado às 11h17
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Soldados bloquearam estradas ao redor de embaixadas ocidentais em Sanaa, no domingo, depois de uma advertência dos Estados Unidos de um possível grande ataque militante no Oriente Médio, levando ao encerramento muitas missões no Iêmen e missões norte-americanas em vários outros Estados árabes.

Soldado iemenita faz a segurança da embaixada britânica em Sanaa
Soldado iemenita faz a segurança da embaixada britânica em Sanaa
Foto: EFE

A segurança no Iêmen, reduto de uma das alas mais atuantes da Al-Qaeda, é uma preocupação global já que o país empobrecido da Península Arábica compartilha uma longa fronteira com a Arábia Saudita, país aliado aos Estados Unidos e maior exportador de petróleo do mundo.

Soldado faz uma revista em um carro em Sanaa
Soldado faz uma revista em um carro em Sanaa
Foto: EFE

Embora Washington não tenha revelado a origem da ameaça, o alerta norte-americano foi feito após uma renovada advertência do líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahri para a vingança aos ataques de aviões não tripulados dos Estados Unidos sobre seus combatentes e a prisão de militantes islâmicos em Guantánamo.

Um dia após o aviso dos Estados Unidos, a agência de polícia internacional Interpol pediu aos Estados membros para aumentar a sua vigilância contra ataques após uma série de fugas em prisões no Iraque, na Líbia e no Paquistão em que membros da Al-Qaeda são suspeitos de envolvimento.

Nos distritos do leste de Sanaa, soldados iemenitas fecharam estradas ao redor das embaixadas britânica e norte-americana, disseram testemunhas, permitindo que apenas os moradores passassem após verificações rigorosas, enquanto tropas com armas automáticas guardavam a embaixada francesa.

"Há um alto nível de coordenação com o lado americano, e essas medidas foram tomadas devido a temores de ataques da al Qaeda", disse um oficial da segurança iemenita à Reuters.

A embaixada francesa foi fechada no domingo, seguindo o exemplo da Grã-Bretanha e da Alemanha, que fecharam suas missões depois que os Estados Unidos informaram o fechamento de mais de uma dezena de missões no Oriente Médio e na África.

A segurança também foi reforçada ao redor do Palácio Presidencial, em Sanaa, bem como perto da embaixada saudita no centro da capital do Iêmen, causando grandes engarrafamentos.

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