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França não quer que Irã participe da conferência sobre a Síria

17 mai 2013
13h22
atualizado às 14h20
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A França não quer que o Irã participe da conferência internacional sobre a Síria, anunciou nesta sexta-feira o Ministério das Relações Exteriores. A declaração francesa contraria a Rússia, aliada de Damasco, que pediu a presença de autoridades iranianas na reunião.

"(Não queremos) o Irã" na conferência agendada por Moscou e Washington prevista para junho, disse o porta-voz do Quai d'Orsay, Philippe Lalliot, durante uma coletiva de imprensa. "A crise síria, por contágio, afeta toda a região. Está em jogo a estabilidade regional. Não vemos com bons olhos um país (Irã) que ameaça a estabilidade participando desta conferência", acrescentou.

Para a Rússia, Irã e Arábia Saudita são dois personagens-chave na busca por uma solução política para a crise e devem participar dos esforços. Ambos não participaram da reunião de Genebra, em junho de 2012, que deve servir de base para futuras negociações. O mediador para o conflito na Síria na época, Kofi Annan, propôs a sua presença, mas EUA e França se opuseram.

"Cada um deve expressar seus pontos de vista. Vamos tentar garantir que a conferência seja realizada com as pessoas certas, no formato certo, para que seja útil e eficaz", declarou Lalliot.

Ele também reconheceu que a questão da escolha dos interlocutores para negociar é um ponto-chave para o êxito desta reunião. O principal objetivo desta conferência é, de fato, reunir representantes da oposição e do regime sírio na mesma mesa e, desta forma, encontrar interlocutores que sejam aceitos pelos beligerantes e seus respectivos apoiadores.

"Para nós, está claro que a Coalizão Nacional Síria (CNS), reconhecida como a única representante legítima do povo sírio, é o cerne das negociações. Mas não seremos intrusivos a ponto de colocar no papel os nomes das pessoas que representam a oposição nas negociações. Cabe a ela fazer escolhas", disse Lalliot. Paris é um dos principais apoiadores do CNS.

Quanto aos representantes do regime, é necessário que "eles não tenham sangue em suas mãos", reiterou.

 

 

 

EFE   
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