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Feridos de cidade síria morrem por falta de material médico, diz ONG

9 jul 2013
10h04
atualizado às 13h06
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Os feridos nos bombardeios e nos combates entre os rebeldes e o exército em Homs, no centro da Síria, morrem por falta de cuidados médicos e de material, lamentou nesta terça-feira uma ONG.

"Desde que o exército bombardeia continuamente há onze dias, a situação humanitária que já era crítica nos bairros insurgentes de Homs se deteriorou gravemente", declarou à AFP o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.

"Os rebeldes e civis feridos nos últimos dias morrem porque não há material médico para atendê-los", acrescentou, sem dar um número.

Há mais de um ano, o exército ataca o bairro de Khaldiyé e a parte antiga de Homs.

As forças armadas lançaram um ataque no dia 29 de junho contra esta cidade batizada pelos ativistas como a "capital da revolução" contra o presidente Bashar al-Assad. O exército recebeu recentemente o reforço do movimento libanês xiita Hezbollah.

Desde então, Khaldyié e a parte antiga da cidade sofrem bombardeios contínuos e são alvo de foguetes e de ataques aéreos.

"O escasso material médico que os rebeldes conseguiam fazer entrar nestes bairros passava por túneis. (Os túneis) foram destruídos pelos bombardeios. O que está acontecendo em Homs é uma violência total do direito humanitário internacional", afirmou Abdel Rahman.

Os ativistas confirmaram a escassez de material médico.

"Os médicos dos bairros atacados sofrem uma grave escassez porque a maior parte do material (...) foi utilizado depois dos intensos bombardeios. O número de feridos diários é muito maior que antes do ataque", contou um deles, Yazan.

"Esta campanha contra Homs é a mais violenta" desde o início do ataque, disse à AFP através da internet.

A ONU estima que mais de 2.500 civis estão bloqueados nos bairros atacados da cidade.

Mais de 100.000 pessoas morreram na Síria desde o início, há 27 meses, de uma revolta popular que se transformou em guerra civil. A maioria deles são civis, afirma o OSDH.

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