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Falta de comida e remédios mata 85 refugiados palestinos na Síria

Entre os mortos, estão cinco menores e 25 mulheres; agências das Nações Unidas estavam há dias sem ter acesso ao campo

29 jan 2014 14h46
| atualizado às 15h06
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Pelo menos 85 pessoas morreram desde junho do ano passado, entre elas cinco menores e 25 mulheres, pela escassez de remédios e alimentos no campo de refugiados palestinos de Al Yarmouk, no sul de Damasco, informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O grupo lembrou que a falta de comida e de remédios se deve ao cerco mantido há aproximadamente duzentos dias em torno ao campo pelas forças do regime sírio, em colaboração com seus aliados da Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG).

O organismo pediu que a ONU e a comunidade internacional atue de forma urgente para levantar o bloqueio sobre Al Yarmouk. Ontem, a porta-voz da ONU, Corinne Momal-Vanial, afirmou que as agências das Nações Unidas estavam há dez dias sem ter acesso ao campo, onde vivem cerca de 18 mil palestinos (antes do início do conflito sírio esse número era de 160 mil).

Os insurgentes tomaram o controle de Al Yarmouk em dezembro de 2012 e desde então o campo foi cenário de enfrentamentos entre os opositores e as forças governamentais. Desde julho de 2013, o regime sírio mantém o cerco a Al Yarmouk, o que levou à deterioração das condições de vida no local.

 

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O Terra compilou alguns dos principais materiais fotográficos disponibilizados ao longo destes mais de dois anos de guerra na Síria. Cada imagem leva a uma galeria que conta um episódio específico ou remete a uma situação importante do conflito.

Acompanhe a cobertura exclusiva do Terra através dos jornalistas Tariq Saleh e Mauricio Morales. Sediado no Líbano, Saleh conversou com sírios, visitou refugiados e ouviu analistas. Enviado especial, Morales passou dias com rebeldes.

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