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Exército sírio ataca rebeldes; Arábia Saudita acusa Assad de genocídio

25 jun 2013
14h52
atualizado às 15h16
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As Forças Armadas da Síria encurralaram bastiões rebeldes em Damasco nesta terça-feira, e a Arábia Saudita exigiu um embargo de armas ao que chamou de regime ilegítimo e genocida do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Atacando o Irã, a Rússia e o grupo libanês Hezbollah por apoiarem Assad, o ministro saudita das Relações Exteriores, príncipe Saud al-Faisal, disse que o reino não pode ficar em silêncio e pediu que armas sejam dadas aos rebeldes sírios, que estão militarmente em desvantagem.

"A Síria está enfrentando um ataque em duas frentes, está enfrentando o genocídio do governo e uma invasão de fora do governo, e... um fluxo intenso de armas para ajudar e estimular a invasão e o genocídio. Isso deve acabar", disse ele em coletiva de imprensa com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, em Jidá.

"O reino pede a emissão de uma resolução internacional inequívoca para parar o fornecimento de armas ao regime sírio e declara a ilegitimidade do regime", disse o príncipe Saud.

Em Damasco, os artilheiros de Assad dispararam morteiros e artilharia contra Zamalka e Irbin, a leste do centro da cidade dominando pelo governo, em um ataque apoiado por bombardeios aéreos, disseram ativistas da oposição.

Rebeldes, na maioria muçulmanos sunitas que mantinham posição segura em Damasco um ano atrás, agora dizem enfrentar um avanço opressivo do Exército sírio, graças ao apoio de aliados regionais xiitas de Assad, principalmente de combatentes terrestres do Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Se os insurgentes forem expulsos dos subúrbios orientais da capital, perderão as rotas de fornecimento de armas e sofrerão um golpe duro em sua tentativa de por fim a quatro décadas de regime da família Assad.

O discurso contundente do ministro saudita reforçou sinais de que a guerra síria está enredando parte do Oriente Médio. A segurança nos vizinhos Iraque e Líbano, onde o conflito agravou as tensões entre sunitas e xiitas, desmoronou.

Homens-bomba mataram oito pessoas no norte de Bagdá na terça-feira, um dia depois de 39 pessoas morrerem quando 10 carros-bomba explodiram na capital. A violência aumentou no Iraque desde abril.

No Líbano, confrontos entre o Exército libanês e homens armados liderados por um clérigo sunita contra o Hezbollah atingiram o porto de Sidon, no sul, no domingo. Ao menos 40 pessoas morreram, inclusive 18 soldados, disseram as fontes de segurança.

O ódio sectário incendiou até mesmo a maioria sunita do Egito, onde uma multidão atacou e matou cinco xiitas no domingo. Mais de 93.000 pessoas foram mortas na Síria desde que protestos pacíficos começaram em março de 2011. A violenta resposta de Assad ajudou a gerar o que é agora uma guerra civil que já expulsou 1,7 milhão de pessoas para os países vizinhos.

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