
O ex-presidente israelense Moshe Katsav chegou nesta quarta-feira à prisão de Maasiahu, ao sul de Tel Aviv, onde cumprirá sete anos de pena por estupro e delitos sexuais contra três subalternas quando era titular da pasta de Turismo e chefe do Estado.
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Katzav, 66 anos, foi considerado culpado de ter violentado duas funcionárias no período em que era ministro do Turismo nos anos 1990, de assédio sexual, de coerção de testemunhas e de obstruir a justiça. A apelação apresentada à Suprema Corte foi rejeitada em novembro.
"Ainda virá o dia em que a verdade aparecerá", disse Katsav, abatido, quando passava em meio a uma multidão formada por amigos e parentes diante de sua casa, antes de ser levado à prisão. "A consciência daqueles que cometeram esta injustiça certamente vai despertar e vocês verão que enterraram um homem vivo", declarou.
Presidente do Estado de Israel entre 2000 e 2007, ano em que foi obrigado a renunciar, Moshe Katzav alega ser inocente. Ele é o primeiro presidente de Israel a ser detido.
O ex-chefe do Estado cumprirá a condenação em um ala do centro penitenciário destinada a presos do setor religioso. Horas antes, ao sair de sua casa, Katsav afirmou que o Estado estava condenando um inocente e que "algum dia os israelenses compreenderão que hoje foi enterrado um homem vivo".
Com informações das agências EFE, Reuters e AFP
