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EUA esperam acordo de paz entre israelenses e palestinos em 9 meses

30 jul 2013
13h28
atualizado às 14h17
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Os negociadores israelenses e palestinos que retomaram o diálogo em Washington concordaram em voltar a se reunir em duas semanas, com o objetivo de alcançar um acordo final em nove meses, declarou nesta terça-feira o secretário de Estado americano, John Kerry.

John Kerry promove cumprimento entre a ministra israelense Tzipi Livini (dir.) e o negociador palestino Saeb Erekat, em Washington
John Kerry promove cumprimento entre a ministra israelense Tzipi Livini (dir.) e o negociador palestino Saeb Erekat, em Washington
Foto: AP

As duas partes devem se reunir em Israel ou nos Territórios Palestinos e nosso objetivo será alcançar um "acordo sobre o status final no decorrer dos próximos nove meses", indicou Kerry aos jornalistas, após o reinício das negociações de paz bloqueadas há três anos. 

Segundo Kerry, as "produtivas" conversas iniciadas na segunda-feira em Washington continuarão "em algum momento das próximas duas semanas". "As partes concordaram em seguir envolvidas em negociações sustentadas, continuadas e essenciais nos assuntos chave", disse Kerry. 

Durante a coletiva, o chefe negociador da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Saeb Erekat, celebrou que, no plano de trabalho traçado em Washington para as negociações de paz, "todos os assuntos" estejam sobre a mesa, porque seu povo "já sofreu bastante".

"Já está na hora dos palestinos terem um Estado soberano próprio e poderem viver em paz e com dignidade", disse Erekat, ao lado de Kerry e da chefe negociadora israelense, a ministra da Justiça, Tzipi Livni. Os palestinos "sofreram bastante e ninguém se benefica mais do êxito desta iniciativa do que nós próprios", disse Erekat.

Kerry também qualificou de "muito positiva" a reunião de hoje na Casa Branca entre o presidente dos EUA, Barack Obama, o vice-presidente americano, Joseph Biden, e os dois chefes negociadores. O "compromisso pessoal" de Obama com o reatamento destas negociações de paz, paralisadas desde 2010, "foi essencial", destacou Kerry. "O tempo de uma paz duradoura chegou".

Com informações das agências AFP e EFE

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