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EUA e Rússia removem material atômico sensível do Vietnã

2 jul 2013
11h46
atualizado às 12h22
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Os Estados Unidos e a Rússia ajudaram a retirar do Vietnã quase 16 quilos de urânio altamente enriquecido, como parte de uma campanha global para reduzir o uso de combustíveis nucleares que também possam servir como matéria-prima para bombas atômicas.

O Vietnã se torna assim o 11º país a eliminar todo o seu urânio altamente enriquecido nos últimos quatro anos. A operação foi anunciada durante uma reunião em Viena sobre como impedir que ingredientes para possíveis armas atômicas caiam em mãos erradas.

A entidade Grupo de Especialistas em Governança da Segurança Nuclear estima que haja 1.440 toneladas de urânio altamente enriquecido e 500 toneladas de plutônio em estoques e arsenais nucleares do mundo todo. A maior parte desse material está sob vigilância militar, mas há também usos civis, com proteções menos rigorosas.

Analistas dizem que grupos radicais poderiam construir um artefato nuclear rudimentar, mas letal, caso possuam dinheiro, conhecimento técnico e os materiais necessários.

"Com esta realização (no Vietnã), vamos ter removido quase todo o urânio altamente enriquecido do sudeste da Ásia", disse o secretário de Energia norte-americano, Ernest Moniz. O material, segundo ele, será transformado em urânio com níveis baixos de enriquecimento para abastecer reatores de energia.

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