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Embaixadas e consulados dos EUA fecham por ameaça terrorista da Al Qaeda

4 ago 2013
13h28
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Um total de 22 embaixadas e consulados dos Estados Unisos, a maioria no Oriente Médio e no Norte da África, amanheceu fechado neste domingo diante da ameaça terrorista vinculada à Al Qaeda.

"Esta é a ameaça mais séria que vi nos últimos anos", disse o senador republicano Saxby Chambliss, membro da Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, ao programa "Meet the Press" da emissora "NBC".

Segundo Chambliss, conversas entre dirigentes da Al Qaeda descobertas pela inteligência americana graças à intercepção de comunicações eletrônicas "lembram muito" o que foi captado antes dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

O também senador republicano Lindsey Graham, por sua vez, elogiou a decisão da Casa Branca de fechar os 22 consulados e embaixadas em países do mundo muçulmano, onde hoje é dia útil, como medida de precaução.

O governo agiu de forma "correta" após o "completo fracasso de Benghazi", disse Graham ao programa "State of the Union" da "CNN", em referência ao ataque contra o consulado dos EUA na cidade líbia em setembro de 2012, quando morreram quatro pessoas, inclusive o embaixador Chris Stevens.

Essa medida "não tem precedentes", afirmou à "CNN" o ex-embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Christopher Hill.

"Esse pode ser um esforço da Al Qaeda para tentar anunciar sua importância e mostrar ao mundo que ainda está no jogo", argumentou ao jornal "USA Today" o especialista Frederic Wehrey, do programa realacionado ao Oriente Médio do "Carnegie Endowment for International Peace".

Membros do gabinete como o secretário de Estado, John Kerry, os diretores do FBI e da CIA, e assessores do presidente Barack Obama se reuniram no ontem para analisar essa ameaça terrorista.

Além de ordenar o fechamento dos consulados e embaixadas, o Departamento de Estado emitiu na última sexta-feira um alerta mundial de viagem para os americanos que adverte sobre "a possibilidade contínua de ataques terroristas", especialmente no Oriente Médio e no Norte da África, que podem ocorrer na - ou proceder da - Península Arábica.

A inteligência americana tem informações de que a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP), com sede no Iêmen, estaria "nas últimas etapas" do planejamento de um ataque não especificado.

Esta semana faz 15 anos que o duplo atentado sincronizado com carro-bomba contra as embaixadas dos EUA em Nairóbi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia), atribuído à Al Qaeda deixou 225 mortos e mais de 4 mil feridos.

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EFE   
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