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Detento de Guantánamo denuncia "tortura psicológica" antes de audiências

20 ago 2013
18h13
atualizado às 18h48
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O iemenita Ramzi ben al-Chaiba, um dos cinco acusados dos atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos, deixou o tribunal em Guantánamo, nesta terça-feira, alegando ter sido privado de alimentação antes de cada audiência - uma forma de "tortura psicológica", afirmou. O acusado, único presente nesta terça na semana de audiências preliminares, declarou: "Não posso continuar lá (...) há muitos problemas com a comida, todos os dias é a mesma coisa".

Em árabe, traduzido por um intérprete, o detento explicou que esse "problema se repete todos os dias". Ele disse ter tentado falar com um oficial, mas não foi ouvido, de acordo com a transmissão da audiência por circuito fechado na base militar de Fort Meade, perto de Washington. É "uma forma de tortura psicológica", que "não diz respeito apenas a mim, mas também aos meus irmãos", acrescentou o acusado, vestido com uma túnica branca e o tradicional turbante.

Seu advogado Jim Harrington informou que seu cliente "sente que as condições são cada vez mais intoleráveis para ele". "Às vezes, pequenas coisas - nem sempre pequenas - crescem, crescem, crescem ... E as coisas se tornam ainda mais significativas", completou.

Ao ser questionado pelo juiz militar James Pohl se queria deixar "voluntariamente" a sala do tribunal, o acusado respondeu "sim", em inglês, e foi acompanhado para o Campo 7, onde permanece detido, na base militar americana de Guantánamo, na ilha de Cuba.

Os debates continuaram na ausência dos cinco acusados, dos quais quatro haviam indicado de manhã que não queriam participar dessa audiência preliminar, destinada a preparar o julgamento. Os acusados podem ser condenados à pena capital pela morte de 2.976 pessoas nos ataques cometidos em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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