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Destruição em Palmira é menor que esperado

28 mar 2016
11h28
atualizado às 11h49
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Diretor das Antiguidades e Museus da Síria, Maamun Abdulkarim, diz que, de forma geral, cidade história está "em boas condições" e que, com a ajuda da Unesco, edifícios danificados podem ser restaurados em cinco anos.

Imagem de 2009 mostra um dos tempos históricos de Palmira
Imagem de 2009 mostra um dos tempos históricos de Palmira
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com

Os danos provocados pela milícia terrorista "Estado Islâmico" (EI) nos sítios arqueológicos de Palmira são menores que o esperado. Especialistas iniciaram nesta segunda-feira (28/03) a avaliação das destruições. Neste domingo, tropas síria anunciaram a retomada completa da cidade histórica.

Um soldado sírio em Palmira falou: "Tínhamos tanto medo de chegar às ruínas e as encontrar completamente destruídas, mas então ficamos aliviados."

Forças do governo sírio em operação de retomada de Palmira; cidade estava sob controle do Estado Islâmico desde maio de 2015
Forças do governo sírio em operação de retomada de Palmira; cidade estava sob controle do Estado Islâmico desde maio de 2015
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com

O diretor de Antiguidades e Museus da Síria, Maamun Abdulkarim, disse estar confiante de que os edifícios danificados podem ser restaurados dentro de cinco anos. Adulkarim afirmou ter sentido uma "alegria indescritível". "Esperávamos o pior", explicou o diretor, "mas a paisagem está, de forma geral, em boas condições". Segundo ele, Palmira pode ser reconstruída com a ajuda da Unesco e ficar "como era antes".

A "melhor notícia", afirmou o diretor, refere-se à famosa estátua de leão de 15 toneladas, que o EI havia destruído em julho passado. Os diversos fragmentos puderam ser todos coletados e a estátua poderá ser recuperada, disse Abdulkarim, ressaltando que será discutido junto à ONU como o Templo de Bel e o Templo de Baalshamin poderiam ser reconstruídos.

No entanto, o historiador Maurice Sartre deixou a entender que nem todas as destruições são visíveis. Segundo ele, somente 15% a 20% da cidade foi escavada até agora e o que foi destruído no subsolo, "vai ficar perdido para sempre para a ciência".

O "Estado Islâmico" havia tomado o controle da cidade há dez meses. No período seguinte, os extremistas islâmicos chocaram o mundo com execuções brutais nas ruínas da cidade, como também com a destruição de dois importantes templos, do famoso arco do triunfo e de diversas tumbas. Para os jihadistas, a perda de Palmira é uma dura derrota.

Palmira foi elevada pela Unesco à condição de Patrimônio Histórico da Humanidade. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar "encorajado e feliz" com a libertação da cidade. O legado agora também de ser protegido e salvaguardado, declarou Ban em visita à vizinha Jordânia.

 

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