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Damasco convida oposição síria a participar de diálogo nacional pela paz

8 jan 2013 18h04
| atualizado às 18h07
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O ministro de Informação da Síria, Omran al Zubi, convidou nesta terça-feira todas as forças opositoras do país a participarem do diálogo nacional proposto pelo presidente Bashar al-Assad para colocar um fim à crise.

Em declarações divulgadas pela agência oficial Síria "Sana", Al Zubi explicou que o Conselho de Ministros formará um comitê para ligar para todas as forças políticas, nacionais e sociais a fim de iniciar um diálogo em conferência.

Este diálogo deverá ser baseado, segundo o ministro, na rejeição à intervenção estrangeira na Síria e no respeito à soberania nacional.

Al Zubi acrescentou que a oposição síria não pode aceitar a provisão de armas procedentes do estrangeiro, a fim de evitar as tentativas de "influência nas resoluções independentes nacionais".

Esta proposta de diálogo não deve ser aceita pelos opositores, já que a Coalizão Nacional de Forças da Revolução e Oposição Síria (CNFROS) já anunciou sua rejeição.

Há dois dias, Assad fez um pronunciamento à nação no qual prometeu seguir sua "guerra contra o terrorismo" e lançou uma nova proposta política.

Em seu plano de três fases, Assad exigiu que, em primeiro lugar haja uma cessação da provisão de armas e do apoio financeiro do exterior aos "terroristas", e depois do exército sírio deverá parar com suas operações, para permitir o retorno dos deslocados.

Uma vez alcançado um mecanismo para aplicar a cessação da violência, será convocada uma conferência global que abrirá a segunda parte do plano, na qual se prevê um diálogo nacional, a elaboração de uma nova Constituição e a formação de um amplo governo de consenso.

Esse novo Executivo prepararia as eleições parlamentares, que darão passagem à terceira fase, na qual se concederá uma anistia geral e começarão a ser reabilitadas as infraestruturas danificadas no país.

Pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida no conflito sírio desde março de 2011 até novembro de 2012, de acordo com os últimos dados da ONU.

EFE   
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