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Conselho de Segurança reúne-se por assentamentos judaicos

18 fev 2011
15h39
atualizado às 16h45

O Conselho de Segurança da ONU realizará nesta sexta-feira uma reunião na qual se espera que se submeta à votação um projeto de resolução palestino que condena os assentamentos judaicos, apesar da possibilidade de os Estados Unidos vetarem sua adoção.

A Presidência brasileira do principal órgão de segurança programou a reunião para as 18h (horário de Brasília), e fontes da delegação sul-americana afirmaram que se trata de um encontro para discutir a proposta palestina, que conta com o apoio de cerca de 130 países.

A missão de observação palestina na ONU e o Líbano, o representante árabe no principal órgão de segurança que solicitou oficialmente a votação, acreditam que esta será realizada nesta sexta-feira como previsto.

Os representantes dos países árabes até agora rejeitaram uma proposta alternativa à resolução oferecida pelos EUA, que não querem se ver no dilema de ter de exercer o direito de veto para defender a Israel em um assunto como os assentamentos, ao qual o resto da comunidade internacional se opõe.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reiterou na quinta-feira em Washington que uma resolução do Conselho de Segurança "não seria o instrumento adequado" para avançar em uma solução de dois Estados no conflito entre palestinos e israelenses.

Além disso, o presidente americano, Barack Obama, também conversou na quinta-feira por telefone com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, sobre sua oposição a uma votação do Conselho de Segurança.

O projeto de resolução condena a continuidade das atividades nas colônias judaicas estabelecidas nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental desde 1967, que qualifica como "grande obstáculo" para alcançar a solução dos dois Estados impulsionada pela comunidade internacional.

Para a ANP, sua adoção evidenciaria o isolamento de Israel na comunidade internacional depois que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, recusou em setembro renovar uma moratória sobre a construção nos assentamentos.

A recusa israelense fez com que os palestinos abandonassem as negociações de paz que tinham sido retomadas semanas antes com o apoio dos EUA, após uma interrupção de três anos e meio no diálogo.

EFE   
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