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Combates matam 13 e cercam famílias em Damasco, diz ONG

14 jul 2013
13h19
atualizado às 13h39
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Pelo menos 13 pessoas morreram neste domingo em um bairro de Damasco onde combates são travados entre rebeldes e o Exército sírio, deixando centenas de famílias presas em meio ao fogo cruzado, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. "Os moradores estão cercados porque franco-atiradores do regime estão posicionados na periferia de Qaboun, o que torna difícil a saída", explica a ONG.

Os combates são travados no interior e na periferia do bairro de Qaboun, de onde o Exército tenta expulsar os insurgentes há meses, segundo a organização que se baseia em uma ampla rede de fontes civis, médicas e militares. Os confrontos deixaram pelo menos 13 mortos neste domingo, incluindo sete rebeldes, acrescentou o OSDH.

Em um vídeo de cerca de três minutos divulgado pelos militantes em Qaboun, violentos disparos de artilharia podem ser ouvidos quase ininterruptamente, enquanto espessas colunas de fumaça surgem de várias partes do bairro. A organização com sede no Reino Unido classificou o cerco do Exército aos moradores de "sufocante".

"Há uma grande escassez de produtos alimentícios e algumas famílias não têm nada para alimentar suas crianças", denuncia a OSDH.

Ainda em Qaboun, dezenas de pessoas que estavam detidas pelas forças do regime em um local subterrâneo perto de uma mesquita foram libertadas após combates que obrigaram o Exército a recuar, segundo o OSDH.

As forças do regime tentam há meses expulsar os rebeldes dos bairros periféricos da capital. Os insurgentes disparam morteiros contra a capital, onde os jihadistas intensificaram os atentados suicidas com carros-bomba.

Fora do país, o Crescente Vermelho conseguiu enviar 5.000 rações alimentares para a prisão central de Aleppo, no norte do país, cercada pelos rebeldes há três meses.

"Os rebeldes autorizaram (o Crescente Vermelho) a enviar as rações durante o mês de jejum muçulmano do Ramadã", indica o OSDH. Pelo menos 120 presos morreram desde maio em razão dos bombardeios, por falta de medicamentos e comida.

Os rebeldes, que querem libertar os 4 mil detentos dessa prisão, ocupam desde abril uma parte do local, mas as forças do regime controlam os prédios em que estão os presos. Os combates e bombardeios são mantidos na grande maioria das províncias sírias, mais de dois anos depois do início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad, que começou pacífica antes de se militarizar com a repressão.

O OSDH indicou 58 mortos -15 civis, 28 rebeldes e 15 soldados- em episódios de violência em todo o país no sábado.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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