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Brasil cobra esforço internacional no conflito Israel-Palestina

25 fev 2012 11h12
| atualizado às 13h25
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O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou neste sábado que o grupo negociador Quarteto do Oriente Médio - formado pela ONU, Estados Unidos, União Europeia e Rússia - deve fazer maiores esforços para solucionar o conflito israelense-palestino.

As declarações de Patriota, divulgadas pela agência de notícias semioficial Anadolu, foram feitas no último dia de uma conferência de mediação em conflitos, realizada em Istambul. "Este problema não está na agenda do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas é responsabilidade do Quarteto do Oriente Médio", disse Patriota. "O Quarteto não conseguiu nenhum resultado e deve fazer um esforço muito maior".

O ministro brasileiro participa deste encontro junto aos chanceleres Ahmet Davutoglu (Turquia) e Erkki Tuomioja (Finlândia) e ao presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Nassir Abdulaziz Nasser, além de dezenas de especialistas em mediação internacional.

Patriota expressou sua convicção de que a ONU representa a única autoridade que pode resolver os problemas de paz e segurança no mundo e ressaltou que o Brasil trabalha com a organização em prol da solução dos conflitos regionais, especialmente o do Haiti, que classificou como o "maior problema" das Américas.

"Estados Unidos e Canadá lideraram esforços a favor da paz no Haiti, mas nós exerceremos agora um papel de líder em nossa região", declarou o ministro. Na mesma conferência, Ahmet Davutoglu destacou a intenção da Turquia de apoiar iniciativas de mediação em diversos conflitos do mundo, junto à Finlândia, e comparou este projeto à Aliança de Civilizações - que a Turquia fundou junto à Espanha.

Davutoglu criticou o fato de o Conselho de Segurança da ONU frequentemente vetar resoluções que depois são adotadas por maioria arrasadora pela Assembleia Geral, que realmente seria "o espelho da consciência do mundo".

Ele voltou a pedir à Síria que ponha imediatamente fim aos massacres e adote o plano da Liga Árabe. "A Síria fez muitas promessas, mas o problema é que quer acabar primeiro com qualquer oposição para depois realizar eleições, o que faz com que as reformas não tenham nenhum sentido", criticou o ministro.

"Como podem pretender fazer um referendo no dia seguinte de lançar artilharia e tanques contra seu próprio povo? Como podem falar de reformas quando matam até jornalistas?", perguntou Davutoglu.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, discursa em encontro em Istambul, na Turquia
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, discursa em encontro em Istambul, na Turquia
Foto: AFP
EFE   
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