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Bachelet e conservador Longueira vão disputar eleição presidencial no Chile

1 jul 2013
08h16
atualizado às 08h20

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet venceu com folga no domingo as primárias da oposição e será a candidata da centro-esquerda nas eleições presidenciais de novembro, que ela disputará com o conservador ex-ministro Pablo Longueira.

A médica de 61 anos obteve 73,05 por cento na inédita votação interna da coalizão Nova Maioria, cujas principais forças governaram o Chile por duas décadas até que em 2010 o bilionário conservador Sebastián Piñera assumiu o governo.

"Foram primárias inéditas, impressionantes, onde o Chile demonstrou sua capacidade democrática", disse Bachelet.

A ex-presidente, a quem as pesquisas mostram como favorita para o pleito de 17 de novembro, disse que sua vitória nas primárias foi um impulso para a sua agenda de reformas.

"Hoje (domingo), os chilenos votaram por uma reforma tributária que permita tornar a educação gratuita uma realidade e também permita fazer progressos em outras políticas públicas", disse ela. "Hoje os chilenos votaram por uma nova Constituição."

A pediatra socialista, que governou entre 2006 e 2010, conseguiu que sua Presidência fosse uma das mais populares no Chile devido a um estilo cordial e de benefícios sociais, apesar de uma lenta resposta a um devastador terremoto seguido de tsunami que atingiu o país nos últimos dias no cargo.

Bachelet, uma das 28 mil pessoas torturadas durante a ditadura de Pinochet, venceu as primárias com mais de 1,5 milhão de votos, quase o dobro dos dois candidatos que disputaram a candidatura, o que a deixa muito bem encaminhada para novembro, segundo analistas.

Longueira, ex-ministro da Economia e um homem próximo do ex-ditador Augusto Pinochet, venceu no domingo as primárias do partido governista por uma estreita margem, com 51,3 por cento sobre seu adversário da Aliança, o ex-ministro da Defesa Andrés Allamand, que obteve 48,6 por cento.

Longueira é a principal figura da conservadora União Democrata Independente (UDI) e foi um dos homens mais próximos de Pinochet nos últimos anos antes de sua morte, em 2006.

O ex-ministro surgiu como um candidato presidencial apenas dois meses depois de o ex-ministro de Mineração Laurence Golborne, que coordenou o resgate épico dos 33 mineiros presos em uma mina, deixar a disputa das primárias.

Bachelet e Longueira vão concorrer praticamente sozinhos na nova etapa da corrida presidencial, já que enfrentarão um grupo de candidatos com baixa adesão e presença na mídia.

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