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Autoridade bancária do Vaticano irá partilhar informações com EUA

7 mai 2013
19h43
atualizado às 20h04

A autoridade reguladora do Banco do Vaticano assinou nesta terça-feira um acordo de partilha de informações com uma agência dos Estados Unidos que monitora transações financeiras suspeitas, parte dos esforços do banco para melhorar sua imagem internacional após uma série de escândalos.

O Instituto para Obras da Religião (IOR, nome oficial do banco vaticano) serve principalmente para gerir as finanças de dioceses e instituições religiosas e, tradicionalmente, esteve isolado do sistema regulatório internacional.

Ele é assolado por escândalos há três décadas, começando pelo incidente de 1982 em que Roberto Calvi, conhecido como "o banqueiro de Deus" por causa de suas relações com o Vaticano, foi achado enforcado sob uma ponte em Londres.

Mais recentemente, juízes italianos investigaram o IOR por lavagem de dinheiro. O banco tem um patrimônio estimado em 6 a 7 bilhões de euros.

Para melhorar a reputação do banco, o Vaticano criou em 2010 a Autoridade de Inteligência Financeira. No anúncio oficial do memorando de entendimento com a Rede de Fiscalização de Crimes Financeiros dos EUA (FinCEN), o Vaticano disse que a intenção do acordo é "promover a cooperação bilateral na troca de informações financeiras".

(Reportagem adicional de Brett Wolf)

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