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Ataques aéreos do regime sírio deixam mais de 30 mortos

10 ago 2013
14h37
atualizado às 14h53

Ataques aéreos realizados pelo regime sírio mataram mais de 30 pessoas neste sábado na província de Lataquia, bastião do clã de Bashar al-Assad, e na cidade de Raqa, no norte do país, informou um grupo de monitoramento.

Sete crianças estavam entre os 13 civis mortos no ataque aéreo contra Raqa, a única capital provincial em mãos rebeldes, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Aparentemente, o ataque era destinado a posições do grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL), que controla grande parte da cidade.

Este grupo tem sido a força dominante na cidade desde a sua captura pelos rebeldes, em março. Moradores realizaram vários protestos contra as políticas do EIIL, que segue uma linha extremista do Islã, de acordo com o Observatório.

Um padre jesuíta e ativista italiano, Paolo Dall'Oglio, que esperava negociar com o grupo em Raqa, desapareceu na cidade no início de agosto.

Já na província costeira de Latakia, no noroeste da Síria, pelo menos 20 pessoas foram mortas em vários ataques aéreos na cidade sunita rebelde de Salma, na área de Jabal al-Akrad, disse o Observatório.

Ao menos seis destes mortos eram combatentes rebeldes sírios, enquanto quatro eram voluntários estrangeiros, explicou Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório.

A província de Latakia é um reduto da minoria alauita do presidente Bashar al-Assad.

As forças rebeldes islamitas conquistaram cerca de 10 vilarejos alauitas na região de Jabal al-Akrad, uma área montanhosa da província. O exército reagiu, provocando violentos combates que deixaram dezenas de mortos em ambos os lados, de acordo com o Observatório.

Em sua operação, os rebeldes sequestraram um líder clérigo alauita, xeque Badreddine Ghazal, informou o Observatório, que conta com uma rede de ativistas e médicos no local para recolher as informações.

Na província de Aleppo, mais a leste, as tropas do governo atacaram uma aldeia durante a noite, matando 12 pessoas, disse o Observatório.

E na cidade de Deir Ezzor, jihadistas da Frente Al-Nusra e outros combatentes rebeldes tomaram o controle dos escritórios do partido Baath, no poder, no distrito de Howeika, provocando bombardeios do regime, disse o Observatório.

Os combatentes do EIIL estão em confronto há um mês com as milícias curdas na região de Raqa, provocando uma reação neste sábado do líder da região autônoma do Curdistão iraquiano, Masud Barzani, sobre uma intervenção para proteger a vida dos civis curdos na Síria.

Barzani convocou em um comunicado os partidos do Curdistão iraquiano a verificar as informações que apontam a intenção de terroristas de matar curdos na Síria.

"Se esta informação estiver certa, de que cidadãos curdos inocentes, mulheres e crianças, estão ameaçados de morte e de terrorismo, a região do Curdistão iraquiano colocará em andamento todas as suas capacidades para defender os inocentes", disse Barzani.

Mais de 100.000 pessoas já morreram na Síria nestes 29 meses de conflito.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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