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Americano preso na Coreia do Norte pede ajuda a Washington

Ele foi foi detido depois de, supostamente, deixar uma Bíblia em um clube noturno no porto de Chongjin

2 out 2014
08h52
atualizado às 08h52
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Um dos três americanos detidos na Coreia do Norte pediu novamente o apoio do governo dos Estados Unidos, antes de um processo que provavelmente terminará com uma condenação de muitos anos de prisão e trabalhos forçados.

 Jeffrey Fowle pediu ajuda do governo americano e teme ser preso por muitos anos e obrigado a trabalhos forçados
Jeffrey Fowle pediu ajuda do governo americano e teme ser preso por muitos anos e obrigado a trabalhos forçados
Foto: Reuters

Em uma entrevista publicada no jornal japonês Chosun Sinbo - favorável ao governo norte-coreano -, Jeffrey Fowle afirma que está muito preocupado, pois teme ter o mesmo destino dos colegas de detenção que já foram julgados, Kenneth Bae e Matthew Miller.

Fowle, de 56 anos, entrou na Coreia do Norte em abril e foi detido depois de, supostamente, deixar uma Bíblia em um clube noturno no porto de Chongjin (norte).

Apesar da liberdade religiosa constar na Constituição norte-coreana, na prática não existe e a atividade religiosa está severamente restrita a grupos reconhecidos oficialmente e vinculados ao governo.

As autoridades anunciaram que Fowle será julgado por "cometer atos hostis", mas a data ainda não foi divulgada.

Na entrevista ao jornal japonês, Fowle não revela detalhes sobre o suposto delito.

"Estou muito preocupado de que serei punido por minha infração quando o julgamento começar", afirmou, segundo o Chosun Sinbo.

"Espero que o governo americano faça esforços construtivos para obter nossa libertação. Como cidadão americano, não tenho mais alternativa que solicitar a ajuda do governo dos Estados Unidos", completou.

Há duas semanas, Miller foi condenado a seis anos de trabalhos forçados pela Corte Suprema norte-coreana.

Em outras oportunidades, Washington condenou o que considera o uso dos detidos como reféns políticos pela Coreia do Norte para obter concessões diplomáticas.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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