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AIEA debate poderio nuclear de Israel pela 1ª vez desde 1991

7 jun 2010
09h27
atualizado às 09h43

O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), reunido a partir desta segunda-feira em Viena, debaterá pela primeira vez desde 1991 as "capacidades nucleares" de Israel.

Fontes diplomáticas afirmaram à agência Efe que o tema será tratado, provavelmente, na quarta ou quinta-feira, a pedido dos países árabes.

Israel, imerso em uma tempestade de críticas pelo violento ataque a frota de navios que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza e que resultou na morte de novo ativistas, é acusado de manter um programa nuclear militar há décadas, algo que não nega nem confirma.

Na última Conferência Geral da AIEA, em setembro de 2009, os Estados árabes conseguiram que fosse adotada uma resolução crítica com relação a Israel.

Esse documento pede ao governo israelense que assine o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e coloque suas instalações atômicas sob inspeção da AIEA, algo que, no entanto, outros países como a Índia, Paquistão e Coreia do Norte também não fazem.

Além disso, a resolução pede ao diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, que elabore um relatório a respeito até a próxima Conferência Geral, prevista para setembro.

O principal responsável da AIEA disse nesta segunda-feira perante a Junta que ainda não tem as informações necessárias e confirmou que entregará seu relatório na próxima Conferência Geral.

Tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia (UE) destacaram que não faz sentido falar sobre Israel nesta reunião da Junta.

Como o assunto será analisado na reunião de setembro por causa do relatório de Amano, os Estados Unidos consideram um debate sobre essa questão agora "prematuro".

Apesar das objeções dos EUA e da UE, a questão israelense será tratada pela Junta, embora sem que seja possível adotar uma resolução ou uma declaração formal a respeito.

EFE   
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