atualizado às 15h37

Abbas exige que presos palestinos não sofram nenhum mal

 

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu neste domingo que Israel não permita que nada de grave aconteça com nenhum dos presos palestinos que estão em greve de fome neste país, pois isto seria "um desastre".

Em um comparecimento no Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), da qual é presidente, Abbas também pediu ao governo israelense que aceite as demandas dos presos, que considerou "justas" e "humanas".

Segundo Abbas, "a situação é muito séria, são dias cruciais, principalmente porque existem presos que estão há mais de 70 dias em greve de fome".

Seis detentos estão em situação crítica de saúde e foram encaminhados para a enfermaria do serviço penitenciário na cidade de Ramle. Segundo Israel, 1.500 presos estão em greve de fome, mas para a ONG palestina Adamir este número é de 2.500. Os detentos exigem o fim das penas de isolamento (17 palestinos estão nesta situação, alguns há mais de uma década), melhorias nas condições das prisões e a possibilidade de fazer cursos a distância.

Os governos israelense e palestino temem que a morte de algum dos presos possa desencadear uma onda de violência, e estão em negociações entre eles e com os internos para acabar com a crise. "Estamos atuando para pôr fim à crise tão rápido como for possível", afirmou Abbas, porque "se alguém tiver algum problema será um desastre que não podemos permitir".

Em Gaza, dezenas de manifestantes se concentraram hoje em frente às sedes de duas agências da ONU e de uma da Cruz Vermelha Internacional para exigir uma solução para a questão dos presos.

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