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A. Saudita: 908 peregrinas são detidas por viajar desacompanhadas

27 set 2012
04h45

Quase mil peregrinas muçulmanas de origem nigeriana foram detidas no aeroporto mais movimentado da Arábia Saudita por viajaram desacompanhadas do marido ou de um parente, o que pode até provocar um incidente diplomático entre os países, de acordo com informações da AP.

Autoridades sauditas detiveram 908 mulheres, que tinham como destino a cidade sagrada de Meca, em más condições, algumas com necessidade de atendimento médico, no aeroporto rei Abdulaziz, em Jeddah, e ameaçaram deportá-las, de acordo com um relatório apresentado por uma comissão nigeriana a advogados do país nessa quarta-feira.

Segundo a Comissão Nacional Hajj, é a primeira vez que peregrinas correm o risco de deportação por conta da falta de acompanhantes. Se deportadas, elas não poderão voltar ao país por cinco anos. A migração para Meca, chamada de Haji, uma das maiores do mundo, é obrigatória para os muçulmanos que têm condições de empreender a viagem, pelo menos uma única vez.

A comissão diz que tem um acordo com o governo saudita que exime as nigerianas da necessidade de um acompanhante, e que custa cerca de US$ 4 mil por pessoa. Até a ocasião, um representante oficial da peregrinação poderia ocupar o lugar do marido ou parente.

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, criou uma delegação composta pelo alto escalão para viajar até a Arábia Saudita e se encontrar com as autoridades do país o quanto antes, segundo comunicado do governo.

Fonte: Terra

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