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ONU prorroga operações de paz no Mali e em Darfur

29 jun 2015
17h11
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O Conselho de Segurança da ONU determinou nesta segunda-feira a prorrogação por um ano das operações de paz da organização no Mali e na região sudanesa de Darfur.

No caso do Mali, a decisão chega depois da recente assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional em Bamaco, com o qual se espera pacificar o norte do país e combater os grupos jihadistas e o tráfico de drogas que operam nessa região.

Criada em abril de 2013 para apoiar a estabilização do país, a missão da ONU (Minusma) aumentará para 11.240 seu número máximo de soldados de modo a incluir até 40 observadores militares que se encarregarão de supervisionar o cessar-fogo no país e também poderá contar com 1.440 policiais.

De acordo com o novo mandato da Minusma, os "boinas azuis" devem apoiar a aplicação dos acordos de paz, trabalhar na reconciliação nacional, proteger a população, garantir o respeito dos direitos humanos e ajudar na preservação do patrimônio cultural.

A resolução aprovada pelo Conselho de Segurança nesta segunda-feira também visa reforçar a segurança das tropas internacionais. Mali foi o país mais mortífero do mundo para as forças que operam sob bandeira da ONU no ano passado.

O Conselho voltou a chamar a atenção sobre o perigo da ameaça terrorista no norte do país e alertou que está disposto a sancionar mais pessoas ou entidades que apoiarem esses grupos.

A situação política no Mali começou a ficar instável quando, em 2012, o tuaregue Movimento Nacional de Libertação do Azawad (MNLA), junto a grupos jihadistas, tomou com o controle do norte do país durante cerca de dez meses até serem teoricamente expulsos graças a uma intervenção internacional liderada pela França, em janeiro de 2013.

Desde então, o governo do Mali e os rebeldes mantiveram em aberto um processo de diálogo que, após várias rodadas de negociações na Argélia, terminou com um acordo de paz selado em junho.

No caso de Darfur, o principal órgão de decisão da ONU também decidiu prorrogar por um ano a missão das Nações Unidas, conhecida como UNAMID. A operação terá uma capacidade máxima de 15.845 militares e 1.583 policiais e manterá suas principais tarefas, segundo o texto aprovado por unanimidade.

Nos últimos meses, a ONU começou a analisar sua estratégia de saída da região, depois que o governo do Sudão solicitou em novembro o fim da missão, alegando que a situação em Darfur é estável e que a presença internacional é contraproducente.

No entanto, a ONU não compartilha essa análise e hoje ressaltou a "séria deterioração da situação de segurança" ao longo deste ano, principalmente pela intensificação dos combates entre tropas do governo e rebeldes.

"Infelizmente, dado o alto nível de violência e o grande número de refugiados, a presença da UNAMID é mais necessária do que nunca", argumentou em discurso a embaixadora americana para a ONU, Samantha Power.

Nos últimos meses, as autoridades do Sudão e a UNAMID conviveram em meio a fortes tensões, entre outros fatores pela investigação de um suposto caso de violações em massa denunciado na cidade de Tabet, ao norte de Darfur, negado pelo governo.

Darfur é palco de um conflito entre movimentos rebeldes e o exército sudanês desde 2003, que causou mais de 300 mil mortes e obrigou 2,5 milhões de pessoas a abandonar suas comunidades de origem, segundo dados da ONU.

EFE   

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